LINKIN PARK LANÇA ÁLBUM GRAVADO EM SÃO PAULO ANTES DE NOVO FILME

Trilha de “UNSHATTER” reúne 20 faixas do show no Allianz Parque e chega ao streaming antes da estreia do documentário.
Linkin Park lança álbum de São Paulo antes do filme

O Linkin Park disponibilizou em 25 de setembro “UNSHATTER Film Soundtrack (Live in São Paulo)”. O álbum reúne 20 faixas registradas no Allianz Parque, em novembro de 2024, durante a fase de lançamento de “From Zero”. A gravação chega às plataformas digitais antes de “Linkin Park: UNSHATTER”, documentário com estreia nos cinemas marcada para 30 de setembro.

O lançamento registra um momento decisivo para a banda: o retorno aos palcos com Emily Armstrong nos vocais e Colin Brittain na bateria. No repertório, músicas antigas dividem espaço com composições da nova formação. O show em São Paulo também integra o projeto audiovisual, que acompanha os bastidores dessa retomada e oferece outro olhar sobre a apresentação.

O show que virou disco

Gravado no Allianz Parque, o material transforma a apresentação paulistana em um lançamento próprio. A seleção de 20 faixas permite acompanhar o concerto sem depender das imagens do documentário. Para quem esteve no estádio, funciona como registro daquela noite; para quem não foi, oferece uma maneira de conhecer o repertório escolhido para apresentar essa fase do Linkin Park ao público brasileiro.

A escolha de São Paulo dá ao álbum uma conexão direta com a etapa inicial de “From Zero”. Lançado em novembro de 2024, o trabalho marcou o primeiro disco de inéditas do grupo com a nova formação. O concerto aconteceu no período em que a banda apresentava as músicas recentes e mostrava, diante de grandes plateias, como elas dividiriam o palco com canções conhecidas havia anos.

“Faint”, “Somewhere I Belong” e “Waiting For The End” estão entre as músicas que aproximam diferentes momentos da discografia. A presença delas ajuda a situar o ouvinte, mas o interesse do registro está também no encontro entre repertórios. Em vez de separar a produção recente dos antigos sucessos, a banda coloca tudo na mesma apresentação, como acontece atualmente em seus shows.

O título da trilha vincula o disco ao filme, mas o lançamento inclui gravações que não aparecem na produção exibida nos cinemas, segundo a divulgação oficial. Isso dá ao álbum uma função além de acompanhar as imagens: ele amplia o acesso ao concerto e permite ouvir performances que ficaram fora da montagem. As duas obras partem do mesmo show, cada uma com conteúdo próprio.

Emily Armstrong assumiu os vocais nessa nova fase do Linkin Park, registrada ao vivo em São Paulo na trilha de “UNSHATTER”. (Foto: Reprodução)

Um retorno em duas frentes

“Linkin Park: UNSHATTER” acompanha o processo que levou ao retorno da banda após anos de pausa. De acordo com a apresentação oficial do projeto, o filme reúne registros de sessões de estúdio iniciadas em 2022, imagens da produção de “From Zero”, cenas de shows e entrevistas com integrantes e fãs. O percurso vai da criação de novas músicas à apresentação delas diante do público.

A retomada ocorreu depois da morte de Chester Bennington, em 2017, e exigiu que o grupo encontrasse uma forma de seguir adiante. Nesse contexto, a chegada de Emily Armstrong e Colin Brittain se tornou parte central da história contada pelo documentário. O filme aborda esse processo, enquanto o álbum mostra o resultado no palco, diante da plateia reunida em São Paulo.

O intervalo entre os lançamentos também oferece duas experiências. A trilha, disponível desde 25 de setembro, concentra a atenção nas músicas e na dinâmica da apresentação. Já o documentário, previsto para 30 de setembro, acrescenta imagens e relatos sobre o caminho percorrido até aquele momento. Quem ouvir primeiro o disco poderá encontrar no filme o contexto para o show gravado no Allianz Parque.

Embora a apresentação brasileira tenha um papel importante no projeto, “UNSHATTER” não se limita a reproduzir o concerto. A proposta divulgada pela banda inclui material de arquivo e depoimentos organizados para acompanhar sua volta às atividades. A trilha sonora mantém o foco nas performances registradas em São Paulo. Assim, o documentário e o disco permitem conhecer partes diferentes de uma mesma história.

O que chega ao público

Para os fãs que acompanharam o Linkin Park em outras fases, o lançamento permite ouvir canções familiares interpretadas pela formação atual. Para quem chegou por “From Zero”, o álbum também abre caminho para conhecer músicas anteriores. Essa combinação faz do repertório um retrato do momento que a banda vive, sem exigir do ouvinte conhecimento prévio de toda a sua discografia.

O fato de ser uma gravação ao vivo muda a experiência em relação aos discos de estúdio. As faixas aparecem no contexto de uma apresentação, com músicas de épocas distintas dividindo o mesmo espaço. O resultado registra como o Linkin Park organiza hoje seu repertório diante do público. Nesse sentido, a noite em São Paulo documenta tanto as novas composições quanto a permanência das antigas no show.

A estreia do documentário, marcada para 30 de setembro, oferece outro modo de revisitar essa passagem. O público brasileiro pode consultar os cinemas para verificar sessões de “Linkin Park: UNSHATTER”, horários e ingressos disponíveis em sua cidade, já que a programação varia conforme a localidade. O álbum, por sua vez, pode ser ouvido agora nas plataformas de streaming, antes da chegada do filme às telas.

Com os dois lançamentos, o show de novembro de 2024 ganha registros acessíveis também a quem não esteve no Allianz Parque. Primeiro chegam as performances musicais; depois, o relato audiovisual sobre o percurso até aquela apresentação. Para o Linkin Park, é uma forma de documentar sua retomada. Para o público, são duas maneiras de acompanhar a fase atual da banda, cada uma com seus detalhes.

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