MY DYING BRIDE CONFIRMA ESTREIA HISTÓRICA EM SÃO PAULO NESTE ANO

Lenda britânica do doom metal toca pela primeira vez na capital paulista em novembro, com Mikko Kotamäki nos vocais, celebrando mais de três décadas de trajetória.
My Dying Bride estreia em São Paulo com show histórico

Após mais de uma década longe dos palcos brasileiros, o My Dying Bride voltará ao país para uma apresentação que marca um momento inédito em sua trajetória. A banda britânica realiza seu primeiro show em São Paulo no dia 29 de novembro, no Fabrique Club, encerrando uma espera de fãs que acompanham o grupo desde sua única passagem pelo Brasil, realizada em 2013, no Rio de Janeiro. A formação sobe ao palco com Mikko Kotamäki, conhecido pelo trabalho à frente do Swallow The Sun, assumindo os vocais.

A apresentação é promovida pela Firebird Industries, Matrix Entertainment e Kool Metal Fest e promete reunir diferentes fases da carreira de um dos principais nomes da história do doom metal. O repertório também destaca o álbum A Mortal Binding, lançado em 2024, que reafirmou características clássicas do grupo e ganhou boa recepção da crítica especializada. A expectativa em torno da estreia paulistana reforça a relevância do My Dying Bride dentro da cena mundial e evidencia a permanência de sua influência sobre gerações de músicos e admiradores do estilo.

Origem do My Dying Bride

Fundado em 1990, na cidade de Bradford, no norte da Inglaterra, o My Dying Bride tornou-se uma das formações mais importantes da evolução do doom metal moderno. Desde os primeiros trabalhos, a banda desenvolveu uma identidade própria ao combinar o peso do death metal com composições lentas, atmosferas sombrias e elementos melódicos que ampliaram os limites do gênero.

Ao lado de Paradise Lost e da primeira fase do Anathema, o grupo passou a integrar a chamada Trindade do Doom Metal, denominação frequentemente utilizada para identificar as bandas responsáveis por consolidar o death-doom britânico durante os anos 1990. Essa combinação entre riffs pesados, passagens melancólicas, violinos marcantes e vocais alternando momentos limpos e extremos ajudou a estabelecer um modelo seguido por inúmeras bandas ao redor do mundo.

Ao longo de mais de três décadas, o My Dying Bride lançou uma discografia considerada essencial para quem acompanha o estilo. Trabalhos como Turn Loose the Swans e The Angel and the Dark River continuam sendo frequentemente lembrados entre os álbuns mais influentes do doom metal, mantendo espaço constante em listas especializadas e servindo como referência para diferentes gerações de artistas.

A apresentação em São Paulo deve percorrer diferentes momentos dessa trajetória, oferecendo ao público uma seleção de músicas que representa a evolução sonora construída desde o início da década de 1990.

A banda faz sua aguardada estreia nos palcos da capital paulista em novembro. (Foto: Steve Thorne/Redferns)

Novo álbum em destaque

Além dos clássicos, a turnê também destaca A Mortal Binding, lançado em abril de 2024 pela Nuclear Blast. Produzido por Mark Mynett, o disco representa o trabalho de estúdio mais recente do My Dying Bride e reforça diversos elementos que marcaram a identidade da banda desde seus primeiros anos.

O álbum apresenta guitarras densas, andamento característico do death-doom, forte presença de violinos e uma alternância entre vocais limpos e guturais, mantendo a atmosfera melancólica que acompanha o grupo desde sua formação. Entre as faixas presentes no trabalho estão “Her Dominion”, “Thornwyck Hymn”, “The 2nd of Three Bells”, “The Apocalyptist” e “Crushed Embers”, músicas que aproximam o lançamento da sonoridade clássica desenvolvida pelo conjunto britânico.

A repercussão junto à imprensa especializada foi positiva. A edição alemã da Metal Hammer destacou o retorno às raízes da banda, valorizando a construção dos arranjos e a intensidade emocional das composições. Já a edição britânica da revista ressaltou a capacidade do My Dying Bride de preservar a atmosfera melancólica que sempre caracterizou sua obra, mesmo após décadas de atividade.

Esses aspectos fizeram de A Mortal Binding um lançamento importante dentro da discografia da banda e ampliaram a expectativa para sua execução ao vivo durante a nova passagem pelo Brasil.

Show marca nova fase

A apresentação marcada para novembro também simboliza uma nova etapa na história do My Dying Bride. O álbum A Mortal Binding tornou-se o último registro de estúdio gravado com Aaron Stainthorpe, vocalista e membro fundador que deixou oficialmente a banda em outubro de 2025.

Para esta nova fase, Mikko Kotamäki assume os vocais nos shows, levando ao palco sua experiência adquirida no Swallow The Sun, outro nome de destaque do doom metal contemporâneo. A mudança desperta curiosidade entre os fãs, especialmente pela responsabilidade de interpretar um repertório considerado histórico dentro do gênero.

A estreia em São Paulo representa ainda uma oportunidade aguardada pelo público paulista, que nunca teve a chance de assistir ao grupo em sua cidade. Depois da única apresentação brasileira realizada há treze anos, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, o retorno amplia a presença da banda no país e reforça o interesse crescente por atrações internacionais ligadas ao metal extremo.

Com uma carreira consolidada, influência reconhecida e um catálogo que atravessa diferentes fases do doom metal, o My Dying Bride chega ao Brasil cercado de expectativa para uma apresentação que reúne tradição, renovação e um repertório construído ao longo de mais de 35 anos de atividade.


SERVIÇO

My Dying Bride em São Paulo

Data: 29 de novembro de 2026

Horário: 17h (abertura da casa)

Local: Fabrique Club

Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo/SP

Ingressos: ticket.com.vc/evento/my-dying-bride-em-sao-paulo

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