Após um período de pausa, o Planeta Brasil confirmou oficialmente seu retorno para 2027. O tradicional festival de Belo Horizonte inicia uma nova etapa com mudanças estruturais, incluindo uma nova equipe de gestão, outro local de realização e uma proposta reformulada para ampliar a experiência do público. A organização afirma que os últimos anos foram dedicados a um amplo processo de reestruturação, voltado para compreender o comportamento da audiência e preparar o evento para um novo ciclo. Com uma trajetória iniciada em 2009, o festival pretende preservar sua identidade enquanto atualiza seu formato para acompanhar a evolução do mercado de grandes eventos musicais.
Nova fase do festival
O retorno do Planeta Brasil representa o início de uma reformulação planejada ao longo dos últimos dois anos. Segundo a organização, esse período foi marcado por estudos sobre o perfil do público e pela reconstrução do projeto em diferentes áreas, desde a estrutura física até a direção artística.
A próxima edição será realizada em um novo espaço em Belo Horizonte, embora o local ainda não tenha sido divulgado. Além disso, a produção passa a ser comandada pela Groove, empresa responsável por diversas turnês e projetos de grande porte no cenário nacional.
À frente da direção artística está a idealizadora do Festival SWU, evento que marcou o calendário brasileiro em 2010 e 2011 ao reunir artistas nacionais e internacionais em edições que permanecem entre as mais lembradas do país.
Em comunicado divulgado à imprensa, Mac Chris, produtor da Groove, destacou o processo de reconstrução do projeto.
“Após mais de dois anos estudando o comportamento da audiência e redesenhando o projeto, o Planeta Brasil retorna no próximo ano em um novo formato, em um novo espaço e com uma estrutura pensada para proporcionar uma experiência comparável à dos grandes festivais do mundo”.
A equipe também reúne profissionais que participaram da realização de grandes turnês brasileiras e internacionais. Entre os parceiros estratégicos estão empresas mineiras como Pro Live MKT e Grupo Armind, reforçando a proposta de fortalecer a cadeia produtiva do entretenimento em Minas Gerais e ampliar a participação de empresas locais na realização do evento.
Segundo a organização, o objetivo é combinar a experiência acumulada ao longo da história do festival com novas soluções de produção, logística e atendimento ao público, buscando elevar o padrão da próxima edição.

História e crescimento
Criado em 2009, o Planeta Brasil cresceu de forma consistente até se tornar um dos principais festivais de música do país. Em sua primeira edição, o evento reuniu cerca de oito mil pessoas. Desde então, registrou um crescimento expressivo de público, chegando a um aumento de aproximadamente 650% ao longo de sua trajetória.
Na edição mais recente, realizada em 2022, mais de 60 mil pessoas compareceram por dia de festival. Um dos dados que mais chama atenção é o alcance nacional do evento: mais de 30% dos participantes vieram de outros estados, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Esse desempenho consolidou o Planeta Brasil como o maior festival realizado fora do eixo Rio-São Paulo, transformando Belo Horizonte em um importante destino do calendário brasileiro de música ao vivo.
Ao longo de sua história, mais de 200 atrações passaram pelos palcos do festival. A programação reuniu artistas de diferentes estilos e nacionalidades, como Guns N’ Roses, Wiz Khalifa, Tyga, Lauryn Hill, 50 Cent, Jason Mraz, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Caetano Veloso, Vanessa da Mata, Nando Reis, Lulu Santos, IZA e Mano Brown.
A diversidade sempre foi uma das características mais marcantes do projeto, reunindo em um mesmo evento apresentações de rock, pop, música eletrônica, hip hop, trap, MPB, samba e outros gêneros.
Para Mac Chris, essa trajetória é um patrimônio que a organização pretende preservar.
“O Planeta Brasil se transformou em um dos mais importantes projetos culturais e musicais do país. As mudanças implementadas, que serão apresentadas na próxima edição, têm como objetivo preservar esse legado e preparar o festival para os próximos anos. Em 2027, terá início um novo momento para o maior evento de Minas Gerais”.
A expectativa é que o festival mantenha sua capacidade de atrair público de diferentes regiões do Brasil enquanto amplia sua relevância no circuito nacional de grandes eventos.
Curadoria e próximos passos
A nova etapa do Planeta Brasil também inclui mudanças na concepção artística. A organização informou que pretende reforçar o protagonismo da música brasileira na programação, mantendo artistas internacionais como parte complementar de um line-up diversificado.
Para isso, o festival anunciou a chegada de Max Viana à equipe responsável pela curadoria artística. A proposta é construir uma programação plural, reunindo diferentes estilos musicais e promovendo encontros entre gerações e públicos distintos.
A ideia de diversidade permanece como um dos pilares do projeto. O festival continuará abrindo espaço para gêneros que vão do eletrônico ao pop rock, passando por trap, hip hop, samba, MPB e outras vertentes da música brasileira.
Além da programação musical, a organização revelou que já iniciou conversas com representantes da cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, reconhecida internacionalmente por sua tradição ligada ao jazz e ao blues. A intenção é desenvolver futuras parcerias culturais capazes de trazer experiências e artistas ligados a esses estilos para o festival.
Outro anúncio importante envolve a abertura de uma pré-venda exclusiva destinada aos fãs que acompanharam a trajetória do evento ao longo dos anos. A iniciativa busca reconhecer o público que permaneceu próximo do festival durante o período de hiato e antecede o lançamento oficial das vendas.
O line-up da edição de 2027 será divulgado em etapas, seguindo uma estratégia que costuma ser adotada pelos principais festivais nacionais e internacionais.
Enquanto os primeiros nomes ainda não foram revelados, a expectativa cresce entre o público que acompanha o Planeta Brasil desde suas primeiras edições. A organização aposta que o retorno marcará não apenas a retomada de um dos maiores festivais brasileiros, mas também uma nova fase voltada à integração entre música, cultura, artes visuais e experiências para o público.



