STEVE HARRIS DIZ QUE PRETENDE TOCAR COM O IRON MAIDEN ATÉ MORRER

Baixista e fundador do Iron Maiden afirma que a paixão pelos palcos segue sendo sua maior motivação e reforça que não pensa em encerrar a carreira tão cedo.
Steve Harris diz que quer tocar até morrer

Mesmo após cinco décadas de carreira, Steve Harris não demonstra qualquer intenção de diminuir o ritmo. Aos 70 anos, o fundador, baixista e principal compositor do Iron Maiden continua encarando turnês e apresentações como parte essencial de sua vida. Em entrevista recente à revista Metal Hammer, o músico explicou que a motivação para permanecer na estrada continua exatamente a mesma: o prazer de subir ao palco e tocar diante do público, independentemente do tamanho da plateia.

Reconhecido como um dos arquitetos do heavy metal britânico, Harris ajudou a transformar o Iron Maiden em uma das maiores bandas da história do gênero. Desde a fundação do grupo, em 1975, ele assina boa parte do repertório que marcou gerações, incluindo músicas como “The Number of the Beast”, “The Trooper”, “Fear of the Dark” e “Aces High”. Agora, ao falar sobre o futuro, o baixista deixou claro que ainda não pensa em aposentadoria e até brincou sobre a possibilidade de permanecer nos palcos até seu último dia de vida.

A paixão pelos palcos

Questionado pela Metal Hammer sobre o que ainda o impulsiona a enfrentar longas turnês depois de tantos anos, Steve Harris respondeu que a resposta é simples: a paixão pela música e pelo contato direto com o público.

Segundo o músico, a experiência de tocar ao vivo continua proporcionando a mesma satisfação que sentia décadas atrás. Para ele, o tamanho da plateia nunca foi o fator mais importante. O entusiasmo permanece o mesmo tanto em grandes estádios quanto em apresentações menores realizadas com seu projeto paralelo, o British Lion.

Ao comentar esse sentimento, Harris relembrou o humorista britânico Tommy Cooper, que morreu durante uma apresentação televisionada, utilizando o episódio como uma metáfora para explicar como imagina o próprio futuro.

“É o amor por tocar e a sensação que você tem ao estar diante de um público. Não me importo com o tamanho desse público, fico feliz em subir ao palco e tocar com o British Lion diante de algumas centenas de pessoas. Adoro tudo isso. Você tem que continuar enquanto puder. Talvez um dia eu faça como o Tommy Cooper e simplesmente vá embora bem no meio de um campo de futebol ou durante um show, não sei. Até lá, vou simplesmente continuar tocando.”

A declaração resume o pensamento do baixista sobre a própria carreira. Em vez de estabelecer uma data para encerrar as atividades, Harris prefere seguir fazendo aquilo que considera sua maior paixão enquanto tiver condições físicas e disposição para continuar.

Essa postura acompanha toda sua trajetória profissional. Ao longo de mais de 50 anos, o músico nunca reduziu significativamente o ritmo de trabalho, conciliando gravações, turnês mundiais e projetos paralelos.

Steve Harris segue demonstrando a mesma energia nos palcos aos 70 anos, reforçando que ainda não pensa em se despedir das turnês com o Iron Maiden. (Foto: DepositPhotos)

Cinco décadas de legado

A importância de Steve Harris para o Iron Maiden vai muito além de ocupar o posto de baixista. Desde a criação da banda, ele se tornou o principal responsável pela identidade musical do grupo, escrevendo grande parte das composições e ajudando a construir um estilo que influenciou incontáveis artistas do heavy metal.

Seu baixo de linhas marcantes, aliado às composições de longa duração e às narrativas inspiradas em história, literatura e guerra, ajudou a definir a personalidade sonora do Maiden desde os primeiros discos.

Canções como “The Number of the Beast”, “Fear of the Dark”, “The Trooper”, “Run to the Hills”, “Aces High”, “Hallowed Be Thy Name” e tantas outras permanecem entre as mais conhecidas do gênero e seguem presentes nos repertórios das turnês da banda.

Além do trabalho com o Iron Maiden, Harris também dedica parte do tempo ao British Lion, projeto que lhe permite explorar uma abordagem musical diferente e tocar em casas menores. Em diversas entrevistas, ele já afirmou que aprecia igualmente essas apresentações mais intimistas, justamente pela proximidade com os fãs.

Essa disposição para alternar entre grandes produções e shows de menor porte reforça o quanto a motivação do músico está ligada ao ato de tocar, e não apenas ao sucesso comercial ou aos grandes públicos.

Mesmo depois de milhares de apresentações ao redor do mundo, Harris demonstra manter o mesmo entusiasmo que marcou os primeiros anos do Iron Maiden na década de 1970.

Brasil recebe a turnê

Enquanto fala sobre continuar nos palcos pelo maior tempo possível, Steve Harris já tem compromissos importantes marcados com o Iron Maiden. A banda retornará ao Brasil ainda em 2026 como parte da Run For Your Lives World Tour, excursão comemorativa pelos 50 anos de carreira do grupo britânico.

A passagem pelo país contará com quatro apresentações. Em São Paulo, o Maiden sobe ao palco do Nubank Parque nos dias 25 e 27 de outubro. Em seguida, a turnê segue para Curitiba, onde a banda se apresenta na Arena da Baixada, em 28 de outubro.

Os shows terão abertura da banda norte-americana Alter Bridge, que acompanhará o Iron Maiden em todas as datas brasileiras da turnê.

A expectativa é de que o repertório destaque músicas que marcaram diferentes fases da carreira da banda, celebrando meio século de atividade ininterrupta e reforçando o legado construído por Steve Harris desde 1975.

As declarações do baixista também demonstram que, apesar da longa trajetória, a aposentadoria continua fora dos planos. Enquanto mantiver a vontade de tocar e a energia para subir ao palco, Harris pretende seguir fazendo aquilo que considera sua maior paixão: apresentar suas músicas ao vivo e manter a conexão com o público que acompanha o Iron Maiden há décadas.

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