O Apocalyptica retorna a São Paulo no dia 16 de outubro de 2026 com a turnê de “Plays Metallica Vol. 2”, trabalho que recoloca o repertório do Metallica no centro da proposta que projetou o grupo finlandês internacionalmente. O show será realizado no Carioca Club, em Pinheiros, com abertura da casa às 19h e apresentação prevista para 21h. Os ingressos estão à venda pelo Clube do Ingresso.
Lançado em junho de 2024, “Plays Metallica Vol. 2” dá sequência a “Plays Metallica by Four Cellos”, estreia de 1996 que transformou estudantes de música erudita em um nome conhecido no metal. O novo disco mantém os violoncelos como protagonistas, mas amplia a ligação histórica entre as bandas ao incluir participações de integrantes do próprio Metallica e material original cedido para as novas gravações.
Metallica em nova leitura
Produzido por Joe Barresi, conhecido por trabalhos com Tool, Queens of the Stone Age e Soundgarden, o álbum atualiza a fórmula apresentada pelo Apocalyptica quase três décadas atrás. Os arranjos transportam riffs e melodias associados às guitarras para os violoncelos, preservando o peso das composições enquanto exploram características que se tornaram parte da identidade musical construída pelos finlandeses ao longo da carreira.
Entre os destaques está a nova versão de “One”, que conta com James Hetfield e Robert Trujillo. O baixista do Metallica também participa de “The Four Horsemen”, aprofundando uma conexão que começou como influência musical e posteriormente se transformou em colaboração direta. A presença dos músicos cria uma ponte entre as gravações originais e a maneira particular como o Apocalyptica passou a interpretar esse repertório.
Outro momento simbólico aparece em “The Call of Ktulu”. Para a faixa, o grupo utilizou as linhas originais de baixo gravadas por Cliff Burton, morto em 1986, material disponibilizado pelo Metallica. O recurso coloca o instrumento do músico em diálogo com os novos arranjos e faz com que o segundo volume ultrapasse a ideia de simplesmente reunir versões instrumentais de músicas conhecidas.
No palco, esse material sustenta uma turnê que retoma a fórmula responsável por apresentar o Apocalyptica ao público internacional. Para quem acompanha o Metallica, o espetáculo oferece outra perspectiva sobre composições bastante conhecidas. Para os seguidores dos finlandeses, representa também um retorno às origens, agora conduzido por uma banda com décadas de experiência, repertório próprio e uma trajetória estabelecida para além dos primeiros tributos.

Da academia aos palcos
O Apocalyptica surgiu em 1993 entre alunos da Academia Sibelius, em Helsinque, principal instituição de ensino musical da Finlândia. Inicialmente, tocar músicas do Metallica no violoncelo era uma experiência entre estudantes. Uma apresentação em um clube de metal da cidade acabou rendendo um convite para gravar um álbum, dando origem a “Plays Metallica by Four Cellos”, lançado três anos depois.
A repercussão veio rapidamente. Apenas cinco meses após a chegada do primeiro disco, os músicos já abriam apresentações do próprio Metallica. O projeto que poderia ter permanecido como uma experiência de versões ganhou dimensão internacional. Com o passar dos anos, a proximidade aumentou e, em 2011, o Apocalyptica participou das comemorações pelos 30 anos do Metallica no Fillmore, em San Francisco.
A carreira dos finlandeses, porém, não ficou restrita ao repertório de outros artistas. O grupo lançou dez discos de estúdio, desenvolveu composições próprias, trabalhou com diferentes vocalistas e vendeu mais de seis milhões de cópias. Também excursionou com o Rammstein e participou da final do Eurovision em 2007, ampliando sua presença para além do circuito inicialmente interessado na curiosa combinação entre heavy metal e formação clássica.
Por isso, “Plays Metallica Vol. 2” surge em um contexto bastante diferente daquele encontrado em 1996. O álbum apresenta uma banda consolidada revisitando o ponto de partida da própria história. As participações de Hetfield e Trujillo e a utilização do baixo de Cliff Burton ajudam a reforçar essa mudança, aproximando ainda mais dois grupos cujas trajetórias passaram a se cruzar diversas vezes nas últimas três décadas.
Reencontro com São Paulo
O público brasileiro acompanha essa trajetória há mais de vinte anos. A primeira apresentação do Apocalyptica no país aconteceu em 2005, quando o grupo abriu o show do Megadeth no antigo Credicard Hall, em São Paulo. Depois daquela estreia, a banda retornou ao Brasil em 2012, 2017, 2023 e 2024, construindo uma sequência de visitas que manteve o país presente em diferentes momentos de sua carreira.
Na passagem mais recente, o Carioca Club também recebeu os músicos. O retorno ao mesmo palco acontece agora com uma turnê inteiramente ligada ao catálogo do Metallica. O formato dialoga diretamente com quem conheceu o Apocalyptica por meio do primeiro álbum, mas também mostra como a proposta evoluiu depois de anos de material autoral, mudanças de formação, turnês internacionais e diferentes experiências dentro da música pesada.
A apresentação acontece em 16 de outubro de 2026, no Carioca Club Pinheiros, localizado na Rua Cardeal Arcoverde, 2899, em São Paulo. A abertura da casa está marcada para 19h, enquanto o show está previsto para começar às 21h. A classificação é de 16 anos e os ingressos estão disponíveis pelo Clube do Ingresso. A realização é da Overload em parceria com a Livinstage.
Com “Plays Metallica Vol. 2”, o Apocalyptica transforma novamente uma ideia surgida entre estudantes em ponto central de sua agenda internacional. Desta vez, porém, o tributo carrega três décadas de história e uma relação consolidada com os músicos que inspiraram sua formação. Em São Paulo, essa conexão volta ao palco com os violoncelos ocupando o centro de uma proposta que ajudou a definir a identidade dos finlandeses.














