O Judas Priest subiu ao palco do Eventim Apollo, em Londres, na segunda-feira, 21 de setembro, sem Ian Hill. Uma lesão em um tendão do braço esquerdo impediu o baixista de participar do show. Davey Rimmer, integrante do Uriah Heep, foi chamado para substituí-lo, e a apresentação ocorreu conforme previsto. A troca levou ao palco uma formação incomum para uma banda cuja história sempre contou com Hill.
A ausência ganhou peso por causa da trajetória do músico. Presente no Judas Priest desde 1970 e em todas as formações do grupo, Hill não havia perdido uma apresentação da banda, segundo o registro citado pelo Metal Addicts. O concerto londrino estava anunciado como o último compromisso do Priest em 2026. Até o momento, o comunicado divulgado antes do show explica sua ausência naquela noite, mas não informa quanto tempo será necessário para sua recuperação.
A substituição em Londres
O Judas Priest avisou os fãs sobre a mudança antes da apresentação. No comunicado, informou a lesão, confirmou a presença de Rimmer e agradeceu a compreensão do público em nome de Hill. A banda publicou a seguinte mensagem: “Ian está com um tendão do braço esquerdo bastante lesionado e, infelizmente, não poderá tocar em nosso show no Hammersmith Apollo Eventim, na próxima segunda-feira, 21 de setembro. Nosso grande amigo Davey Rimmer (Uriah Heep) tocará conosco, então o show será realizado normalmente. Ian agradece aos nossos fãs pelo carinho, pela preocupação e pela compreensão.”
A decisão permitiu que o show seguisse sem alterar a data. Rimmer assumiu o baixo diante de um público que esperava ver a formação habitual do Judas Priest. Ele já atua em outra banda britânica de longa trajetória, mas a tarefa em Londres tinha uma particularidade: ocupar, ainda que por uma noite, o posto de um músico associado ao Priest desde seus primeiros anos.
As informações divulgadas antes do concerto não detalharam como Hill sofreu a lesão nem indicaram um prazo para voltar a tocar. Por isso, a substituição deve ser entendida como uma solução para a apresentação de 21 de setembro. Também não houve, no comunicado, anúncio de uma mudança permanente na formação. O que se confirmou foi a ausência do baixista naquele show e a escolha de Rimmer para manter a apresentação de pé.
Para quem acompanhou a noite em Londres, a mudança era perceptível mesmo sem afetar a realização do evento. Hill costuma ser uma presença discreta no palco, mas sua permanência ao longo de décadas faz parte da identidade do grupo. A situação reuniu dois fatos pouco comuns: o Judas Priest cumpriu um compromisso sem seu baixista histórico, enquanto Rimmer assumiu um repertório ligado a ele.

Uma ausência sem precedente
Hill integra o Judas Priest desde 1970 e é o único músico que passou por todas as suas formações. Ao longo desse período, a banda trocou integrantes, atravessou diferentes fases da carreira e continuou se apresentando com ele no baixo. É esse histórico que torna a noite londrina singular: de acordo com o relato publicado pelo Metal Addicts, foi a primeira apresentação do grupo sem sua participação.
A importância do episódio não depende de especular sobre o futuro da banda ou sobre a gravidade da lesão. Trata-se de uma quebra concreta em uma sequência de shows construída durante mais de cinco décadas. A notícia chama atenção porque uma ausência que seria rotineira em muitos grupos, com substituições ocasionais em turnê, não fazia parte do histórico de Hill no Judas Priest.
O próprio baixista comentou sua longa permanência em entrevista ao The Atlanta Journal-Constitution, em 2024. Na ocasião, explicou que nunca sentiu vontade de deixar o grupo: “Nunca tive uma razão para sair. Estou perfeitamente feliz com o que eu faço. Ajudei a começar a banda. É algo que amo muito. Quando não estou no Judas Priest, eu sou um cara família. Eu tenho quatro filhos e uma esposa. Eu não toco após uma turnê. Talvez quando a banda realmente acabar eu monte uma banda de blues para tocar em bares locais com meus amigos, nada sério.”
A declaração ajuda a entender sua relação com o trabalho, sem transformar o afastamento pontual em despedida. Hill falava sobre a satisfação de continuar na banda e sobre a vida que leva fora das turnês. Agora, o motivo de sua ausência é uma lesão informada oficialmente pelo Judas Priest. Qualquer previsão sobre retorno depende de uma atualização que o grupo ainda não apresentou no comunicado sobre Londres.
Show segue, retorno aguarda
Com Rimmer no baixo, o Judas Priest realizou o concerto no Eventim Apollo. A confirmação de que o show aconteceria normalmente foi central na mensagem publicada aos fãs: a banda comunicou a troca antes de subir ao palco e evitou deixar o público sem informação sobre Hill. Para quem tinha ingresso, o resultado imediato foi a manutenção da apresentação, embora com um integrante diferente no instrumento.
A participação de Rimmer também liga duas bandas conhecidas do rock britânico em uma circunstância inesperada. Integrante do Uriah Heep, ele foi apresentado pelo Priest como um amigo do grupo. Essa relação ofereceu uma resposta rápida à ausência de Hill, mas não muda o vínculo do baixista com a banda nem esclarece seus próximos passos. Até aqui, o anúncio trata especificamente do compromisso em Londres.
O fato de a apresentação estar prevista como a última do Judas Priest em 2026 reduz a urgência de anunciar outro substituto para uma data próxima. Ainda assim, não permite concluir quando Hill estará recuperado ou em que condições retomará as atividades. Sem um boletim mais detalhado, o quadro conhecido se limita à lesão no braço esquerdo e à decisão de não tocar naquela noite.
O show, portanto, entrou para a trajetória do Judas Priest por um motivo que ninguém planejava. A banda manteve o compromisso com o público, Rimmer assumiu o baixo e Hill ficou de fora pela primeira vez, conforme o histórico divulgado. Depois de décadas em que sua presença parecia garantida, a apresentação de Londres mostrou uma formação excepcional. O próximo capítulo dependerá das informações que o grupo compartilhar sobre a recuperação do músico.













