TURNÊ DE 50 ANOS DO TRIUMPH SUPERA EXPECTATIVAS E ANIMA FUTURO DA BANDA

Após mais de três décadas longe das estradas, grupo canadense celebra retorno aos palcos com recepção calorosa do público e já considera novos shows além da atual turnê.
TRIUMPH celebra retorno histórico e cogita novos shows

O retorno do TRIUMPH aos palcos em 2026 tem sido uma das histórias mais celebradas do rock clássico neste ano. Mais de 30 anos após sua última grande atividade como banda de estrada, o trio canadense voltou a excursionar em uma série de apresentações que marcam seu 50º aniversário de carreira. O que inicialmente parecia um experimento cercado de dúvidas acabou se transformando em uma experiência extremamente positiva para os músicos e para os fãs.

A atual formação reúne os membros fundadores Rik Emmett e Gil Moore ao lado do guitarrista Phil X, do baixista Todd Kerns e do baterista e tecladista Brent Fitz. A combinação entre veteranos e músicos mais jovens tem rendido elogios dentro e fora dos palcos, ajudando a revitalizar uma das bandas mais importantes da história do rock canadense.

Durante participação no programa “Trunk Nation With Eddie Trunk”, da SiriusXM, Emmett e Moore compartilharam impressões sobre a turnê, revelando que o sucesso das apresentações superou as expectativas mais otimistas que tinham antes da estreia.

O reencontro com os palcos trouxe uma surpresa positiva

Segundo Rik Emmett, o retorno tem sido muito melhor do que ele e Gil Moore imaginavam quando decidiram embarcar novamente em uma agenda completa de shows.

“Está sendo incrível. Foi uma enorme surpresa para mim e para o Gil que tudo tenha dado tão certo, porque nós dois estávamos um pouco céticos no começo. Somos dois velhos rabugentos, então não tínhamos certeza se os caras mais jovens conseguiriam nos carregar. Mas funcionou. Funcionou perfeitamente.”

Gil Moore explicou que a decisão de voltar aos palcos exigiu uma preparação intensa, especialmente após tantos anos longe da rotina de turnês. Ainda assim, ele admite que nada consegue preparar completamente um artista para o impacto emocional de reviver uma experiência desse porte.

“Quando finalmente tomamos a decisão de fazer isso, foi como pular numa piscina. Não existe uma preparação real para algo que você não faz há muito tempo. Eu pratiquei como um louco para me preparar, tanto cantando quanto tocando bateria, mas mentalmente você nunca está totalmente pronto para algo que ficou tanto tempo distante.”

Moore destacou ainda o entusiasmo do público durante a excursão.

“Foi uma grande surpresa. Tem sido muito divertido. Tocar todas as noites tem sido fantástico. O público tem sido extraordinário. Não poderia ter dado mais certo nem se tivéssemos escrito um roteiro.”

Mesmo após décadas de carreira, a técnica e a intensidade de Rik Emmett continuam sendo marcas registradas do TRIUMPH. (Foto: Reprodução)

Nova formação fortalece a banda e cria novas possibilidades

Além da recepção positiva dos fãs, a convivência com os novos integrantes também tem sido apontada como um dos fatores que contribuíram para o sucesso da turnê.

Para Emmett, a experiência mostrou rapidamente que Phil X, Brent Fitz e Todd Kerns eram exatamente os músicos certos para integrar o projeto.

“Você entra na piscina e percebe que os caras que estão nadando ao seu lado são profissionais experientes e muito bons no que fazem. Essa reinvenção do TRIUMPH aconteceu porque encontramos músicos que cantam harmonias, têm presença de palco e conseguem tocar solos de guitarra que estão anos-luz além de mim. E eu penso: tudo bem, isso é ótimo.”

O guitarrista acredita que o respeito mútuo entre os integrantes tornou o grupo ainda mais forte do que em determinados momentos de sua trajetória original.

“Existe um respeito entre nós que acabou transformando a banda em algo mais forte do que ela já foi. Há um sentimento de renovação. Você simplesmente se sente mais jovem, mais forte e mais corajoso.”

Apesar do clima positivo, ambos lamentam a ausência do baixista original Mike Levine. O músico revelou no fim de 2025 que enfrenta problemas em uma das mãos, situação que limita sua capacidade de tocar e participar da maior parte da turnê.

Mesmo assim, os integrantes acompanham de perto sua recuperação.

“Nós realmente esperamos que ele volte”, afirmou Moore. “Conversei bastante com ele recentemente. Ele está melhorando. Tem saído de casa e retomado algumas atividades, mas ainda está fazendo fisioterapia. Não seria uma boa ideia submetê-lo agora ao desgaste de aeroportos, viagens e palcos.”

Banda não descarta novos shows após o encerramento da excursão

Embora a atual turnê esteja programada para terminar em junho, os integrantes já demonstram abertura para continuar na estrada caso as condições permaneçam favoráveis.

Gil Moore preferiu brincar sobre o assunto, mas deixou claro que o entusiasmo é real.

“Posso dizer que, do meu ponto de vista, com toda essa divulgação que estamos recebendo, se eu conseguir um emprego vou pedir aumento logo no primeiro dia.”

Rik Emmett adotou um tom mais cauteloso, mas revelou que seu sentimento mudou bastante desde o início da excursão.

“Eu tinha dito para todo mundo que queria chegar ao fim dessa turnê e ver como meu corpo estaria e como eu estaria mentalmente. Mas sentei para tomar café da manhã com o Gil há cerca de uma semana e disse: ‘Olha, estou me sentindo muito bem. Psicologicamente estou tão motivado por tudo isso que não consigo me imaginar dizendo não.’ Mas ainda não quero dizer sim.”

O músico também comentou que seria especial encontrar uma forma de trazer Mike Levine de volta para futuras apresentações, mesmo que sua participação fosse limitada.

“Se existisse alguma maneira de trazer o Mike também, seria algo muito especial. Mesmo que ele pudesse apenas sentar em um teclado e tocar algumas partes, como fazia antigamente. Isso seria uma ótima razão para continuar fazendo shows.”

A turnê comemorativa dos 50 anos do TRIUMPH começou em abril, na cidade de Orlando, e percorre Canadá e Estados Unidos com participação da banda APRIL WINE. O retorno acontece após um período marcante para o grupo, que recentemente recebeu homenagens importantes, incluindo a entrada no Canadian Songwriters Hall of Fame e o lançamento do álbum tributo “Magic Power: All-Star Tribute To Triumph”.

Com mais de 15 milhões de discos vendidos e uma trajetória que ajudou a definir a era do arena rock, o TRIUMPH demonstra que ainda possui espaço relevante no cenário musical. E, pelo entusiasmo dos músicos e pela resposta do público, o reencontro de 2026 pode não ser apenas uma celebração do passado, mas o início de um novo capítulo para a banda.

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