Após meses de expectativa envolvendo os detalhes da apresentação derradeira da turnê Celebrating Life Through Death, o SEPULTURA confirmou oficialmente quais bandas participarão do último show da carreira do grupo. A despedida acontecerá na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, e deve reunir diferentes fases da trajetória da principal banda brasileira de heavy metal em uma noite carregada de simbolismo.
A confirmação dos nomes convidados reforça o peso histórico do evento. O grupo escolheu artistas ligados diretamente ao universo do thrash e do metal extremo para dividir o palco na ocasião. Entre os confirmados estão os brasileiros do Krisiun, os norte-americanos do Sacred Reich e o supergrupo Metal Allegiance, conhecido por reunir músicos consagrados da cena internacional.
A reta final do SEPULTURA tem sido marcada por apresentações emocionadas ao redor do mundo, sempre acompanhadas por homenagens à própria história da banda. Desde o anúncio da turnê de despedida, o grupo vem atraindo atenção não apenas dos fãs brasileiros, mas também da imprensa internacional especializada, que acompanha cada novidade relacionada ao encerramento das atividades de uma das formações mais influentes do metal mundial.
Bandas escolhidas reforçam peso histórico da despedida
O anúncio dos convidados mostra que o SEPULTURA pretende transformar a noite em uma celebração ampla do heavy metal. A escolha do Krisiun carrega forte valor simbólico por envolver uma das bandas brasileiras mais respeitadas do death metal extremo. O trio gaúcho construiu reconhecimento internacional ao longo das últimas décadas e frequentemente é citado como um dos maiores nomes do metal pesado sul-americano.
Já o Sacred Reich representa uma conexão direta com a velha guarda do thrash metal norte-americano. Formada nos anos 1980, a banda ajudou a consolidar a cena underground dos Estados Unidos durante o auge do gênero e mantém relação próxima com públicos que também acompanharam o crescimento do SEPULTURA fora do Brasil.
O terceiro nome confirmado chama ainda mais atenção pela quantidade de músicos conhecidos envolvidos no projeto. O Metal Allegiance reúne integrantes de diferentes grupos importantes do metal mundial e costuma funcionar como uma celebração colaborativa entre artistas da cena pesada. Entre os músicos associados ao projeto estão Mark Menghi, Mike Portnoy, Alex Skolnick, Phil Demmel, Troy Sanders e Chuck Billy.
A presença dessas atrações reforça o caráter internacional do evento final. Mesmo sendo uma despedida de uma banda brasileira, o show deve funcionar como encontro entre diferentes gerações e vertentes do metal global. A expectativa do público também gira em torno das possíveis participações especiais que podem surgir ao longo da noite.
Além disso, o local escolhido contribui para aumentar o peso simbólico da apresentação. O Pacaembu aparece frequentemente associado a momentos importantes da trajetória do SEPULTURA e possui ligação emocional com boa parte dos fãs paulistas da banda.

Rumores sobre ex-integrantes seguem movimentando fãs
Mesmo com as atrações de abertura confirmadas, a maior curiosidade do público continua sendo a possibilidade de aparições especiais durante o último show. Desde o anúncio da turnê de despedida, integrantes do SEPULTURA vêm comentando sobre o desejo de celebrar todas as fases da banda antes do encerramento definitivo.
Os rumores mais fortes envolvem nomes como Eloy Casagrande e Jean Dolabella, ex-bateristas que fizeram parte de períodos importantes da trajetória recente do grupo. Ambos mantêm forte identificação com os fãs e frequentemente aparecem em discussões sobre possíveis convidados da despedida.
Entretanto, as especulações envolvendo Max e Iggor Cavalera continuam sendo as que mais movimentam a comunidade do metal. Os irmãos participaram da formação clássica responsável pelos discos mais populares e influentes do SEPULTURA, incluindo trabalhos que ajudaram a internacionalizar o metal brasileiro nos anos 1990.
Apesar da enorme expectativa em torno desse reencontro, os sinais recentes indicam um cenário distante. Gloria Cavalera, empresária e esposa de Max, declarou anteriormente que nenhum convite oficial teria sido feito até aquele momento. Andreas Kisser, por outro lado, afirmou que conversou com Iggor Cavalera, mas admitiu que não houve avanço concreto para uma participação.
Mesmo sem confirmação, os rumores seguem fortes nas redes sociais e em fóruns especializados. Muitos fãs ainda acreditam que o grupo possa guardar surpresas para o momento final da carreira, especialmente considerando o tamanho histórico da despedida.
O próprio clima emocional da turnê contribui para alimentar as especulações. Em diferentes países, apresentações recentes têm sido marcadas por homenagens, discursos nostálgicos e revisões de repertório envolvendo várias fases da banda.
Formação atual encerra trajetória após décadas de influência
Atualmente, o SEPULTURA é formado por Andreas Kisser, Derrick Green, Paulo Xisto e Greyson Nekrutman. A formação vem conduzindo a turnê de despedida ao redor do mundo enquanto relembra diferentes períodos da discografia do grupo.
Andreas permanece como principal elo entre as gerações da banda e frequentemente destaca a importância histórica construída ao longo de mais de quatro décadas. Já Derrick Green representa uma das fases mais duradouras do grupo, tendo assumido os vocais ainda no fim dos anos 1990.
Ao longo da carreira, o SEPULTURA passou por mudanças importantes de formação e estilo musical, mas conseguiu manter relevância dentro do cenário internacional do metal. Discos como Chaos A.D., Roots e Arise ajudaram a transformar o grupo em referência para bandas de diferentes países e estilos.
Além dos integrantes mais conhecidos, a trajetória do grupo também contou com músicos como Wagner Lamounier e Jairo Guedz, nomes presentes nos primeiros anos da banda em Belo Horizonte. Cada fase ajudou a construir a identidade que transformou o SEPULTURA em um dos maiores nomes da história da música pesada produzida no Brasil.
A despedida no Pacaembu deve representar o encerramento definitivo dessa caminhada iniciada ainda nos anos 1980. Enquanto novos detalhes sobre participações especiais continuam sendo aguardados, o anúncio das bandas convidadas já elevou ainda mais a expectativa para a última apresentação do grupo.
Com ingressos despertando enorme procura e discussões dominando redes sociais dedicadas ao metal, o último show do SEPULTURA caminha para se tornar um dos eventos mais comentados da música pesada brasileira em 2026.



