Mike Portnoy voltou a acompanhar o Rush durante a turnê “Fifty Something” e saiu do segundo encontro com novos elogios ao grupo, especialmente à baterista Anika Nilles. O integrante do Dream Theater publicou nesta segunda-feira (24) suas impressões sobre a apresentação e classificou o show como “absolutamente incrível”. Fã declarado da banda canadense, Portnoy também destacou as mudanças no repertório entre as duas noites às quais assistiu, fator que, segundo ele, tornou a nova experiência diferente da anterior. A atual formação de estrada reúne Nilles com Geddy Lee, Alex Lifeson e o tecladista Loren Gold.
O músico também comentou algumas escolhas do setlist. Entre os momentos que mais chamaram sua atenção esteve a sequência de “La Villa Strangiato” e “A Farewell to Kings”, duas composições que estavam entre suas maiores expectativas para o espetáculo. Embora o repertório tenha ocupado parte da publicação, foi o desempenho de Anika Nilles que concentrou boa parte dos comentários. A baterista assumiu uma posição particularmente observada pelos fãs por ocupar, nos shows atuais, o instrumento eternamente associado a Neil Peart, morto em 2020 e considerado uma das figuras centrais da história do Rush.
Anika recebe elogios
Portnoy contou que teve a oportunidade de passar algum tempo com Anika antes da apresentação e se referiu à musicista como “rainha”. O encontro antecedeu mais uma observação de perto do trabalho da baterista dentro de um repertório conhecido pela complexidade técnica, pelas mudanças de dinâmica e pela importância histórica das partes originalmente desenvolvidas por Peart.
Na avaliação do integrante do Dream Theater, Nilles encontrou um equilíbrio entre respeitar o material construído pelo antigo baterista e evitar uma simples reprodução. Portnoy considera que ela consegue manter elementos importantes das músicas enquanto acrescenta características próprias à execução, incluindo sua abordagem rítmica e a maneira particular de conduzir determinadas passagens durante o espetáculo.
Ao explicar sua percepção, Portnoy destacou justamente essa combinação entre fidelidade e personalidade. “Ela lida com a maioria das nuances de Neil enquanto ainda traz seu próprio estilo e swing para a música, mas sempre com o máximo respeito.” A declaração reforça a aprovação do músico à escolha feita para esta etapa da trajetória do Rush.
O comentário também ganha peso pela conhecida admiração de Portnoy pelo trabalho de Neil Peart. Durante sua carreira, o baterista do Dream Theater frequentemente apontou o Rush entre suas principais referências. Dessa forma, sua avaliação sobre Nilles parte não somente da perspectiva de outro instrumentista, mas também da familiaridade de um fã com arranjos e detalhes presentes no catálogo do trio canadense.

Público apoia a baterista
Outro ponto observado por Portnoy foi a resposta dos fãs durante a apresentação. Segundo ele, a torcida por Anika podia ser percebida ao longo do show, indicando uma recepção positiva diante de uma tarefa naturalmente delicada. Substituir Peart no palco envolve expectativas que ultrapassam a execução técnica das músicas e alcançam a relação afetiva do público com a história da banda.
Para Portnoy, o resultado apresentado pela atual formação conseguiu superar suas expectativas. O baterista avaliou que a turnê preserva características fundamentais do Rush sem transformar a presença de Nilles em uma tentativa de apagar as diferenças entre músicos. Em sua visão, existe espaço para reconhecer o legado de Peart e, simultaneamente, permitir que a nova integrante apresente sua identidade.
A publicação ainda reservou elogios a Geddy Lee, Alex Lifeson e Loren Gold. Portnoy ressaltou o trabalho necessário para colocar o espetáculo na estrada, especialmente diante de um repertório exigente e carregado de significado para diferentes gerações de fãs. A preparação da turnê, segundo sua avaliação, pode ser percebida tanto musicalmente quanto na construção geral dos shows.
“Parabéns a ela [Anika], a Geddy, a Alex e a Loren por esta turnê. A quantidade de tempo e dedicação que eles dedicaram ao(s) show(s) é incrível, e acredito que eles superaram todas as expectativas, entregando uma apresentação digna do legado da banda e que também honra a memória de Neil com o máximo respeito. Tenho muito orgulho de ser fã do Rush!”
Turnê chegará ao Brasil
A passagem de Mike Portnoy por mais um show também amplia a atenção sobre a “Fifty Something Tour”, que marca a presença de Geddy Lee e Alex Lifeson novamente nos palcos com repertório do Rush. A inclusão de Anika Nilles tornou-se um dos elementos mais comentados dessa fase, principalmente pelo desafio de interpretar partes associadas diretamente à identidade musical de Neil Peart.
Nilles, porém, chega ao projeto com uma carreira própria e uma linguagem desenvolvida antes do convite. Os comentários de Portnoy apontam justamente para essa característica: em vez de buscar uma imitação integral, a baterista mantém referências fundamentais das composições enquanto incorpora seu próprio toque. Para o público, essa combinação passou a ser uma das principais curiosidades dos novos shows.
Os fãs brasileiros terão a oportunidade de conferir essa formação no início de 2027. A agenda anunciada prevê apresentações em Curitiba, no dia 22 de janeiro, e São Paulo, nos dias 24 e 26. Depois, a turnê segue para o Rio de Janeiro, em 30 de janeiro, antes de chegar a Belo Horizonte, em 1º de fevereiro.
A passagem pelo país termina em Brasília, com apresentação marcada para 4 de fevereiro. Ainda há ingressos disponíveis para todas as datas brasileiras. Até lá, manifestações como a de Portnoy ajudam a antecipar como o novo formato vem sendo recebido: com atenção inevitável ao passado do Rush, mas também com espaço para observar o que Anika Nilles acrescenta às músicas no palco.













