LUNO NAVEGA ENTRE PSICODELIA E CORDAS NO SINGLE COLORIDA BARCA

Faixa antecipa o segundo álbum solo do músico sergipano e combina referências nordestinas, rock psicodélico e arranjos orquestrais
LUNO lança Colorida Barca antes do álbum Mantracaru

LUNO apresenta nesta sexta-feira, 28 de agosto, “Colorida Barca”, primeiro single de “Mantracaru”, segundo álbum solo do músico e compositor sergipano Luno Torres, previsto para setembro. A faixa parte da ideia de abandonar aquilo que já não encontra espaço no presente e seguir em direção a novos caminhos. Composta por Luno Torres e Diego Bezerra, a música aborda mudanças, amor e esperança por meio da imagem de uma embarcação que avança mesmo diante das incertezas. “Para mim, ela simboliza movimento: a decisão de partir em busca de algo melhor”, explica o artista sobre a composição.

Musicalmente, “Colorida Barca” combina elementos da psicodelia brasileira com referências nordestinas e uma construção que aproxima o balanço da valsa da pulsação do rock. O próprio compasso ajuda a criar a sensação de movimento de uma embarcação, enquanto ruídos marítimos, efeitos sonoros e vozes de tripulantes aparecem ao fundo. A proposta transforma a viagem descrita pela letra em parte da experiência sonora e também aponta para a direção adotada por LUNO em “Mantracaru”, trabalho no qual o músico amplia sua relação com temas ligados à natureza, ancestralidade, misticismo e imaginário popular.

O caminho até Mantracaru

Um dos elementos centrais do novo single está nos arranjos para violinos, viola e violoncelo, criados e regidos pelo maestro Dr. James Bertisch, do Conservatório de Música de Sergipe. As partes foram interpretadas por músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe e ampliam o caráter cinematográfico da gravação. Em vez de funcionarem apenas como acompanhamento, as cordas ajudam a construir a paisagem sugerida pela letra e dialogam diretamente com os efeitos e demais instrumentos utilizados na produção.

“Colorida Barca” foi produzida por Léo Airplane e Luno Torres. LUNO assume voz principal, baixo e arranjos vocais, enquanto Airplane participa com teclados, guitarra base, violão e efeitos sonoros. Gabriel Perninha, integrante do The Baggios, completa a formação na bateria e nos instrumentos percussivos. A gravação passou pelos estúdios Disco de Barro, Fab4 e Entulho Estúdio, com mixagem e masterização também assinadas por Léo Airplane. A produção executiva ficou sob responsabilidade de Mirna Silveira e Luno Torres.

O single abre caminho para “Mantracaru”, disco que chega cinco anos depois de “Homo Pacificus”, estreia solo de Luno Torres lançada em 2021. Antes da carreira sob o próprio nome, o músico integrou a Plástico Lunar, grupo ligado ao rock psicodélico brasileiro, e também faz parte da sergipana Banda dos Corações Partidos. No novo álbum, essa trajetória se encontra com elementos de jazz, rock progressivo, música indiana e sonoridades nordestinas, formando uma proposta que mantém a psicodelia como ponto de partida sem limitar as composições a um único território musical.

Entre as referências associadas ao universo de “Mantracaru” estão nomes como A Barca do Sol, O Terço, Os Mutantes, Sá, Rodrix & Guarabyra, Ednardo e Tetê Espíndola. “Colorida Barca” apresenta a parcela mais luminosa desse repertório e funciona como primeira amostra de um álbum interessado em transformar inquietações e experiências em paisagens sonoras. O projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de Sergipe e Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP/SE).

Arte da capa de “Colorida Barca”.

FICHA TÉCNICA

Composição: Luno Torres e Diego Bezerra
Produção musical: Léo Airplane e Luno Torres
Produção executiva: Mirna Silveira e Luno Torres
Arranjos de cordas: Maestro Dr. James Bertisch
Mixagem e Masterização: Léo Airplane
Arte da capa: Gabriel Barretto

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