Brasília entra na rota do reggae nacional e internacional no último fim de semana de agosto com a realização do FYAH – Festival Internacional de Reggae de Brasília. Marcado para os dias 29 e 30 de agosto de 2026, o evento será realizado no Teatro de Arena do Guará, dentro do Complexo do CAVE, e terá dois dias de programação dedicada a diferentes vertentes do gênero. O festival reúne artistas do Distrito Federal, representantes de outros estados brasileiros e nomes ligados diretamente à tradição jamaicana.
A programação tem como principais atrações Israel Vibration & Roots Radics e Duane Stephenson, ambos da Jamaica. O cenário brasileiro aparece representado por Ponto de Equilíbrio, Mato Seco, Cidade Verde e Reggae Town, enquanto a produção local ganha espaço com Ganjerana Band e Experimental Dub & Renato Matos. A expectativa da organização é receber até 18 mil pessoas durante os dois dias de atividades no Guará.
Reggae ocupa o Guará
A realização do FYAH no Guará também coloca em evidência a proposta de levar eventos de maior porte para diferentes regiões do Distrito Federal. Em vez de concentrar a programação no Plano Piloto, o festival escolheu o Teatro de Arena do Guará, espaço localizado no Complexo do CAVE. A iniciativa aproxima moradores da região e de outras áreas do DF de uma programação formada por atrações de diferentes gerações e origens.
No sábado, 29 de agosto, os portões serão abertos às 19h, com DJs responsáveis pelo início das atividades. A Ganjerana sobe ao palco às 20h, seguida pelo Cidade Verde, às 21h30. O Ponto de Equilíbrio assume a programação às 23h, antes da apresentação de Duane Stephenson, prevista para 0h30. Os DJs retornam às 2h para encerrar as atrações da primeira noite.
O domingo começa mais cedo. Os portões serão abertos às 15h, novamente com DJs. Experimental Dub & Renato Matos se apresentam às 16h, enquanto o Reggae Town entra às 17h30. O Mato Seco está programado para as 19h e prepara o terreno para Israel Vibration, atração das 21h. Depois do último show, os DJs seguem com a programação até o encerramento do festival, previsto para a meia-noite.
A escalação também permite que o público encontre diferentes recortes do reggae dentro do mesmo evento. Há desde artistas brasileiros que construíram trajetórias próprias no gênero até músicos jamaicanos diretamente relacionados à história e à renovação dessa linguagem musical. A presença de bandas do Distrito Federal completa esse panorama e reforça o caráter de intercâmbio proposto pelo festival.

Jamaica encontra o Brasil
Entre os nomes internacionais, Israel Vibration & Roots Radics ocupa posição de destaque na programação. A combinação reúne duas referências ligadas à história do reggae jamaicano e leva ao palco de Brasília um repertório conectado às raízes do gênero. O show está marcado para a noite de domingo e será uma das últimas apresentações musicais do FYAH, fechando a sequência de bandas antes da participação final dos DJs.
Duane Stephenson representa outra geração da música jamaicana. O cantor se apresenta na madrugada de sábado para domingo, depois do Ponto de Equilíbrio. Sua presença amplia o recorte internacional do evento e estabelece uma ligação entre diferentes períodos da produção musical da Jamaica. Com isso, a programação não fica limitada a uma leitura histórica do reggae e inclui artistas associados a fases posteriores do gênero.
Do lado brasileiro, Ponto de Equilíbrio e Mato Seco estão entre os nomes de maior projeção do festival. As duas bandas construíram públicos expressivos dentro da cena reggae nacional e aparecem em dias diferentes: o Ponto de Equilíbrio encerra a sequência de bandas brasileiras no sábado, enquanto o Mato Seco antecede Israel Vibration no domingo. Cidade Verde, do Paraná, e Reggae Town, do Pará, ampliam a representação de outras regiões.
A cena do Distrito Federal também ocupa espaço relevante. Ganjerana abre a sequência de shows do sábado, enquanto Experimental Dub & Renato Matos inicia as apresentações ao vivo no domingo. Dessa maneira, o FYAH coloca artistas locais na mesma programação de atrações nacionais e jamaicanas, criando uma vitrine para a produção do DF sem separar os músicos da região em uma programação paralela.
Acesso e programação
Outro ponto previsto pelo projeto é a ampliação do acesso ao festival. A organização anunciou a distribuição gratuita de ingressos antes do início da comercialização dos demais lotes. De acordo com as informações de serviço divulgadas pelo evento, estão previstos até 7 mil ingressos gratuitos. Depois dessa etapa, as entradas restantes passam a ser comercializadas por valores populares, com preços a partir de R$ 20.
A expectativa de até 18 mil pessoas ao longo do fim de semana dimensiona a estrutura planejada para o FYAH. O evento será realizado pelo Instituto Casa da Vila (ICV), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal. A escolha do Guará acompanha a intenção declarada de descentralizar parte da oferta cultural e movimentar um espaço fora do circuito mais frequente dos grandes festivais brasilienses.
Além dos shows, os intervalos serão ocupados por DJs, mantendo a programação musical entre as apresentações. No sábado, as atividades começam às 19h e seguem até aproximadamente 2h. No domingo, a abertura ocorre às 15h, permitindo uma programação mais extensa durante a tarde e a noite. O encerramento está previsto para a meia-noite, depois da passagem de Israel Vibration pelo palco.
Com dois dias de atividades, atrações de quatro estados brasileiros, representantes do Distrito Federal e artistas jamaicanos, o FYAH chega ao calendário cultural de Brasília apostando no reggae como ponto de encontro. A combinação entre nomes históricos, bandas brasileiras consolidadas e artistas locais estabelece o perfil da primeira edição no Guará, enquanto a distribuição de ingressos gratuitos e os valores populares buscam ampliar o alcance do evento.
SERVIÇO
FYAH – Festival Internacional de Reggae de Brasília
Quando: 29 e 30 de agosto de 2026
Onde: Teatro de Arena do Guará – Complexo do CAVE
Localização: Guará II – Distrito Federal
Público estimado: até 18 mil pessoas nos dois dias
Ingressos gratuitos previstos: até 7 mil
Ingressos pagos: a partir de R$ 20
Realização: Instituto Casa da Vila – ICV
Parceria: Secretaria de Cultura e Economia Criativa – Governo do Distrito Federal
Informações: @fyahculturablack no Instagram













