MASTROBISO LANÇA “CRUELAS VOL. 1” E REÚNE MULHERES DO RAP E ROCK

Novo single reúne Dani Buarque, Kouth, MC Taya e Scarlett Wolf em uma colaboração que mistura guitarras, rimas e diferentes perspectivas da cena musical feminina.
Mastrobiso lança Cruelas Vol. 1 com mulheres do rap e rock

A cantora e compositora Mastrobiso lançou nas plataformas digitais o single “Cruelas Vol. 1”, uma colaboração que aproxima o rap e o rock por meio de um formato conhecido como cypher. A gravação reúne Dani Buarque, integrante da banda The Mönic, além de Kouth, MC Taya e Scarlett Wolf. Distribuída pela gravadora Deck, a música apresenta uma proposta coletiva, na qual cada participante contribui com sua própria identidade artística. O lançamento também marca o início de um projeto pensado para explorar diferentes vozes femininas, utilizando a combinação de estilos musicais como ponto de partida. A produção ficou sob responsabilidade de Dé Barros, profissional ligado ao rap e ao trap, que já desenvolveu outros trabalhos com Mastrobiso. A parceria reforça a conexão da cantora com uma linguagem musical que acompanha sua trajetória desde a adolescência e que agora aparece associada à sonoridade do rock.

A inspiração para “Cruelas Vol. 1” surgiu justamente dessa proximidade com o hip-hop e da intenção de transportar a dinâmica das cyphers para um ambiente marcado pela presença de mulheres no rock. Nesse formato, diferentes artistas dividem uma mesma faixa, geralmente apresentando versos próprios e alternando suas participações. Para Mastrobiso, a proposta também representa uma oportunidade de abordar assuntos sem a obrigação de transformar cada composição em uma explicação sobre representatividade feminina. A artista considera que a própria presença das mulheres na música já carrega um posicionamento, especialmente em espaços historicamente associados ao protagonismo masculino. Por isso, o single aposta em uma abordagem que combina indignação, ironia e diversão. A intenção é permitir que as participantes expressem suas opiniões com liberdade, preservando suas particularidades e evitando que o discurso coletivo limite os temas abordados individualmente.

Rap, rock e liberdade criativa

A composição foi desenvolvida em um contexto no qual discussões sobre misoginia e direitos das mulheres continuam presentes no debate público. Entretanto, a abordagem escolhida pelas artistas evita um discurso exclusivamente explicativo. O projeto utiliza humor, deboche e diferentes interpretações como recursos para tratar de sentimentos e experiências compartilhadas. Mastrobiso resume essa intenção ao comentar a liberdade que pretende exercer com o lançamento: “Chega de explicar o óbvio. Agora é hora de falar sobre o que quiser, colocar a raiva para fora, se divertir e fazer barulho”, afirma a cantora. A declaração ajuda a compreender a proposta de reunir artistas que possuem trajetórias e referências próprias, mas encontram na colaboração uma oportunidade de experimentar outras possibilidades musicais.

Entre as convidadas está Dani Buarque, conhecida por seu trabalho com a The Mönic, grupo associado à cena brasileira de rock alternativo. A participação da musicista estabelece uma ligação direta com esse universo, enquanto Kouth, MC Taya e Scarlett Wolf ampliam a diversidade de interpretações presentes na gravação. A escolha de diferentes artistas também acompanha uma característica tradicional das cyphers: a possibilidade de reunir personalidades distintas dentro de uma estrutura musical compartilhada. Nesse caso, a combinação entre rap e rock serve como elemento de conexão, permitindo que as participantes explorem suas respectivas linguagens sem abandonar a proposta coletiva idealizada por Mastrobiso.

Nos bastidores, Dé Barros assume a produção musical e contribui com sua experiência na cena do rap e do trap. A relação profissional construída anteriormente com Mastrobiso aparece como parte importante do desenvolvimento da faixa. A escolha do produtor acompanha a intenção de aproximar gêneros que possuem histórias próprias, mas compartilham elementos como intensidade, crítica social e liberdade de expressão. Com isso, “Cruelas Vol. 1” apresenta uma formação que reúne diferentes experiências artísticas em torno de uma mesma composição, sem estabelecer uma identidade única para todas as participantes.

O título indica que esta é a primeira edição do projeto, embora ainda não tenham sido detalhados possíveis lançamentos seguintes. Por enquanto, a novidade está concentrada no single disponibilizado pela Deck, que pode ser ouvido nos serviços de streaming. A colaboração coloca Mastrobiso ao lado de quatro convidadas e registra um encontro entre linguagens musicais distintas. Para o público interessado nas conexões entre rap, rock e produção independente brasileira, a faixa apresenta uma experiência coletiva construída a partir das escolhas e perspectivas de suas integrantes.

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