Michale Graves retorna ao Brasil em setembro para uma sequência de cinco apresentações em quatro capitais. Conhecido principalmente pelo período em que assumiu os vocais do Misfits durante os anos 1990, o cantor norte-americano inicia a agenda no dia 23, em Porto Alegre, e depois segue por Florianópolis, Curitiba e São Paulo. A passagem pelo país é realizada pela Caveira Velha Produções e reúne datas em casas de diferentes portes, incluindo uma apresentação acústica na capital paulista.
O roteiro começa no Espaço Marin, em Porto Alegre, antes de passar pelo John Bull, em Florianópolis, no dia 24, e pelo Basement Cultural, em Curitiba, no dia 25. São Paulo encerra a turnê com duas noites consecutivas: em 26 de setembro, Graves apresenta um repertório acústico no Rooftop da Galeria do Rock; no dia seguinte, volta ao formato elétrico no Hangar 110. A série de shows aproxima novamente o músico do público brasileiro ligado ao horror punk e à fase do Misfits que ajudou a projetá-lo internacionalmente.
A fase de Graves no Misfits
Nascido em Dumont, Nova Jersey, e registrado como Michael Emanuel, Michale Graves entrou para o Misfits em meados da década de 1990. Naquele momento, a formação também contava com Jerry Only, Doyle Wolfgang von Frankenstein e Dr. Chud. A chegada do vocalista aconteceu em um período de retomada para a banda, que voltou a produzir material de estúdio depois de anos marcada principalmente pelo repertório de sua formação original.
O primeiro grande registro dessa etapa foi “American Psycho”, lançado em 1997. O álbum apresentou uma abordagem que preservava elementos do horror punk, mas incorporava produção mais pesada, melodias evidentes e aproximações com hard rock e metal. “Dig Up Her Bones” tornou-se uma das faixas mais reconhecidas daquela formação e ganhou um videoclipe que circulou pela MTV, ajudando a apresentar o Misfits a ouvintes que chegaram ao rock pesado durante os anos 1990.
A identidade visual baseada em monstros, filmes de terror e cultura B continuou presente, enquanto as composições ganharam refrões mais acessíveis e estruturas diferentes das gravações clássicas do grupo. Esse equilíbrio acabou dando à fase Graves uma identidade própria dentro da discografia do Misfits, especialmente entre fãs que conheceram a banda por programas musicais, revistas especializadas, lojas de discos e fitas VHS naquele período.
Canções como “American Psycho”, “Shining” e “Dig Up Her Bones” passaram a dividir espaço com músicas anteriores no repertório do grupo. Para Graves, a experiência também estabeleceu as bases de uma trajetória que posteriormente seguiria fora do Misfits. Décadas depois, parte considerável do interesse por suas turnês continua relacionada justamente às músicas gravadas durante essa formação e à estética construída naquele momento.

O impacto de Famous Monsters
Dois anos depois de “American Psycho”, o Misfits lançou “Famous Monsters”, segundo álbum de estúdio com Graves nos vocais. O disco ampliou características já apresentadas no trabalho anterior e reuniu algumas das músicas mais associadas ao cantor. “Scream!”, “Saturday Night”, “Descending Angel”, “Dust to Dust” e “Lost in Space” estão entre as faixas que permaneceram populares entre seguidores dessa encarnação da banda.
Um dos episódios mais conhecidos envolvendo o álbum foi o videoclipe de “Scream!”, dirigido por George A. Romero. Responsável por “Night of the Living Dead” e nome fundamental para o desenvolvimento do cinema moderno de zumbis, o cineasta reforçou no vídeo a ligação histórica entre a estética do Misfits e o terror. A colaboração acabou funcionando como um encontro direto entre duas referências de universos que já mantinham proximidade cultural.
O período também ampliou o alcance do horror punk entre públicos próximos do metal, hardcore melódico, skate punk e rock alternativo. Embora a trajetória do Misfits tenha diferentes fases e mudanças de formação, os dois discos gravados com Graves desenvolveram um público próprio. “Saturday Night”, por exemplo, destacou uma faceta mais melódica, enquanto outras músicas conservaram guitarras pesadas e referências ao imaginário macabro característico do grupo.
Graves deixou o Misfits posteriormente, mas o repertório produzido nessa etapa continuou circulando em suas apresentações. Músicas como “Scream!”, “Descending Angel” e “Fiend Club” permanecem associadas à sua voz e ajudam a explicar a presença recorrente do cantor em eventos e turnês voltados ao punk e ao horror punk. A passagem brasileira de setembro retoma justamente essa conexão com uma geração que acompanhou aqueles lançamentos.
Carreira solo e shows no país
Depois da saída do Misfits, Michale Graves manteve uma produção constante e passou por projetos como Graves e Gotham Road, além de desenvolver uma extensa carreira solo. Trabalhos como “Punk Rock Is Dead”, “Illusions”, “Vagabond” e “Lost Skeleton Returns” mostram diferentes caminhos adotados pelo músico, alternando faixas punk mais diretas com composições acústicas e músicas de andamento mais contido.
Essa variedade também aparece no formato escolhido para a atual passagem pelo Brasil. Enquanto quatro apresentações seguem a proposta elétrica, a primeira data em São Paulo será acústica. A configuração permite ao cantor explorar outra leitura de seu repertório e diferencia a noite no Rooftop da Galeria do Rock do encerramento programado para o Hangar 110, tradicional casa ligada ao circuito punk e hardcore paulistano.
Antes de chegar à capital paulista, Graves terá três compromissos consecutivos no Sul. Porto Alegre recebe a abertura da turnê em 23 de setembro, seguida por Florianópolis no dia 24 e Curitiba no dia 25. A sequência concentra os cinco shows em apenas cinco dias, com deslocamentos entre as cidades e duas apresentações distintas em São Paulo para concluir a agenda brasileira.
A turnê coloca lado a lado diferentes momentos da trajetória do cantor, com sua carreira solo e o material que marcou sua passagem pelo Misfits. Para o público brasileiro, será mais uma oportunidade de ouvir ao vivo músicas ligadas aos discos “American Psycho” e “Famous Monsters”, além de acompanhar repertórios apresentados em configurações diferentes. Os ingressos para as cinco datas estão disponíveis nas plataformas indicadas pela produção.

SERVIÇO
Michale Graves em Porto Alegre
Data: 23 de setembro de 2026
Local: Espaço Marin
Endereço: Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413, Sarandi, Porto Alegre, RS
Ingressos: 101 Tickets
Michale Graves em Florianópolis
Data: 24 de setembro de 2026
Local: John Bull
Endereço: Avenida das Rendeiras, 1046, Lagoa da Conceição, Florianópolis, SC
Ingressos: 101 Tickets
Michale Graves em Curitiba
Data: 25 de setembro de 2026
Local: Basement Cultural
Endereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260, São Francisco, Curitiba, PR
Ingressos: 101 Tickets
Michale Graves em São Paulo — show acústico
Data: 26 de setembro de 2026
Local: Rooftop da Galeria do Rock
Endereço: Avenida São João, 439, 5º andar, loja 601, Centro, São Paulo, SP
Ingressos: Clube do Ingresso
Michale Graves em São Paulo
Data: 27 de setembro de 2026
Local: Hangar 110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo, SP
Ingressos: 101 Tickets













