TONY IOMMI DESTACA FAIXAS DE “13” ENTRE AS MELHORES DO BLACK SABBATH

Guitarrista aponta músicas que melhor representam a essência da banda no álbum lançado em 2013
Tony Iommi destaca melhores músicas do álbum 13

A trajetória do Black Sabbath é frequentemente lembrada como um dos pilares mais sólidos da história do heavy metal. Entre mudanças de formação, excessos e transformações sonoras ao longo das décadas, o grupo britânico construiu um legado que atravessa gerações. Em meio a esse percurso, o álbum 13, lançado em 2013, surge como um marco simbólico de reconexão com as raízes da banda — algo que o próprio Tony Iommi faz questão de destacar ao comentar suas faixas favoritas do disco.

Lançado após um longo período de distanciamento da formação clássica, 13 representou não apenas um retorno musical, mas também um reencontro com a identidade que consolidou o Black Sabbath como referência máxima do gênero. Ao revisitar o trabalho, Iommi destacou duas músicas que, segundo ele, traduzem com precisão o espírito original da banda.

uma trajetória marcada por reinvenção e conflitos

Formado no final da década de 1960, em Birmingham, o Black Sabbath rapidamente se destacou por apresentar uma sonoridade densa, pesada e carregada de atmosfera sombria. Em um período dominado pela estética psicodélica e pela leveza do movimento hippie, a banda optou por explorar temas mais obscuros, inspirados pela realidade industrial da Inglaterra.

Com Ozzy Osbourne nos vocais, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria, o grupo lançou álbuns que se tornariam fundamentais para a consolidação do heavy metal. Canções como “War Pigs” e “Paranoid” ajudaram a impulsionar o sucesso global da banda, ampliando significativamente sua visibilidade.

No entanto, o crescimento rápido também trouxe consequências. O estilo de vida associado à fama impactou diretamente a dinâmica interna do grupo. O consumo excessivo de álcool e drogas passou a interferir nas relações pessoais e no desempenho artístico, gerando tensões constantes entre os integrantes.

Ozzy Osbourne, em particular, tornou-se um dos principais focos dessas instabilidades. Sua saída em 1977, seguida de um breve retorno, culminou na demissão definitiva em 1979 — decisão tomada por Tony Iommi. A partir desse momento, a banda entrou em uma nova fase, marcada pela entrada de Ronnie James Dio nos vocais e por mudanças significativas em sua identidade sonora.

Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, relembra a fase do álbum 13 e destaca faixas que resgatam a essência da banda. (Foto: Samir Hussein / Getty Images for Live Nation UK)

mudanças de formação e a busca pela identidade original

A chegada de Dio trouxe novo fôlego ao Black Sabbath, resultando em trabalhos bem recebidos pela crítica e pelo público. Ainda assim, ao longo dos anos seguintes, a banda passou por diversas alterações em sua formação, o que contribuiu para um gradual afastamento de suas características originais.

Durante a década de 1980, Tony Iommi permaneceu como o único membro fundador ativo, conduzindo o grupo por diferentes fases e experimentações musicais. Embora essas mudanças tenham mantido o nome Black Sabbath relevante, também levantaram questionamentos sobre a continuidade da essência que definiu seus primeiros trabalhos.

Somente décadas depois, com os conflitos pessoais mais controlados e os excessos reduzidos, os integrantes clássicos voltaram a se reunir. Esse reencontro marcou o início de uma nova etapa, pautada pela valorização do legado construído ao longo dos anos.

Ainda que o baterista Bill Ward não tenha participado integralmente do projeto que resultou em 13, o retorno de Ozzy Osbourne e Geezer Butler foi suficiente para reacender o interesse global em torno da banda. O álbum, produzido por Rick Rubin, buscou resgatar elementos fundamentais do som original do Sabbath, equilibrando nostalgia e contemporaneidade.

“13” como ponte entre passado e presente

Lançado em 2013, 13 foi recebido como um retorno às origens do Black Sabbath. O disco apresenta composições que dialogam diretamente com a sonoridade clássica da banda, sem abrir mão de uma produção moderna e atualizada.

Entre as faixas que mais chamaram atenção, Tony Iommi destacou “End of the Beginning” e “God Is Dead?” como exemplos claros dessa proposta. Em entrevista à revista Rock Cellar (via Far Out), o guitarrista comentou:

“Acho que há algumas músicas que realmente mostram quem é o Black Sabbath hoje em dia. Uma delas é ‘End of the Beginning’, que é muito boa. Outra seria ‘God Is Dead’?. Ambas têm a sonoridade típica do Black Sabbath. Acho que, se você estivesse procurando pelo som do Black Sabbath, essas músicas seriam capazes de entregar o que você imaginava ouvir.”

As duas composições refletem não apenas o peso característico da banda, mas também sua capacidade de se manter relevante após décadas de atividade. “God Is Dead?”, inclusive, recebeu o Grammy de Melhor Performance de Metal em 2014, reforçando o impacto do álbum no cenário contemporâneo.

13 funciona, portanto, como uma síntese da trajetória do Black Sabbath. Ao mesmo tempo em que resgata elementos essenciais de sua identidade, o disco também demonstra maturidade artística e consciência histórica. Para Tony Iommi, essas qualidades tornam determinadas faixas representações legítimas do que a banda sempre foi — e continua sendo.

Conhece o álbum “13” do Black Sabbath? Se não, escute ai, logo abaixo.

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