O Rio de Janeiro voltará a ocupar posição de destaque no cenário musical internacional durante o mês de julho. Entre os dias 1º e 31 de julho de 2026, a cidade recebe a 21ª edição do RioHarpFestival, considerado o maior evento dedicado à harpa no mundo. Com mais de 58 apresentações gratuitas, o festival reunirá cerca de 150 músicos, grupos vocais e artistas convidados vindos de mais de 20 países, promovendo um amplo intercâmbio cultural e musical em diversos espaços históricos e culturais da capital fluminense.
Integrado oficialmente ao calendário de eventos do município, o RioHarpFestival amplia mais uma vez seu alcance internacional, conectando tradições musicais da América Latina, Europa, Ásia, Oriente Médio e África. A programação deste ano contempla apresentações que transitam entre repertórios clássicos, contemporâneos, populares e tradicionais, transformando a cidade em um verdadeiro circuito global da música instrumental.
A abertura oficial acontece no dia 1º de julho, às 18h, no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo, com apresentação da Orquestra de Gaitas de Foles, sob regência do maestro J. Paulo, acompanhada da participação especial do harpista brasileiro Gelton Galvão. O evento marca o início de uma programação que ocupará importantes instituições culturais cariocas ao longo de todo o mês.
Uma volta ao mundo
Desde sua criação, o RioHarpFestival consolidou-se como uma das principais iniciativas de difusão da música instrumental no Brasil. Em sua 21ª edição, o evento reforça essa vocação ao reunir artistas de diferentes tradições musicais, proporcionando ao público uma experiência que ultrapassa fronteiras geográficas e estilísticas.
Ao longo de julho, o público poderá acompanhar apresentações de harpistas vindos de países como México, Espanha, Estados Unidos, Peru, França, Argentina, Portugal, África do Sul, Venezuela, República Dominicana e Áustria, além de representantes brasileiros. A proposta do festival é apresentar as múltiplas possibilidades sonoras da harpa e de instrumentos correlatos presentes em diversas culturas.
A programação contempla desde repertórios eruditos europeus até expressões musicais africanas, árabes, japonesas e latino-americanas. Instrumentos como a kora africana, o koto japonês e outras variantes tradicionais dialogam com formações contemporâneas, grupos vocais, orquestras e conjuntos sinfônicos.
Essa diversidade também se manifesta nas formações participantes. Além dos recitais individuais de harpistas internacionais, o festival contará com bandas sinfônicas, orquestras de câmara, grupos folclóricos, conjuntos instrumentais e apresentações temáticas que exploram diferentes tradições culturais. A proposta reforça o caráter multicultural do evento e amplia o alcance da programação para públicos variados.
Além das apresentações realizadas no Rio de Janeiro, o RioHarpFestival mantém sua expansão internacional, com atividades programadas em São Paulo, países europeus como Espanha, França, Alemanha e Áustria, além de ações realizadas na África do Sul.

Espaços históricos
Grande parte da programação estará concentrada no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo e no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ), locais que tradicionalmente recebem as principais atrações do festival. No entanto, a edição de 2026 também ocupará diversos espaços emblemáticos da cidade.
Entre os locais participantes estão a Academia Brasileira de Letras, a Academia Nacional de Medicina, o Real Gabinete Português de Leitura, o Palácio Tiradentes, o Centro Cultural Justiça Federal, o Museu da Justiça, o Jockey Club Brasileiro, a Igreja da Candelária e o Forte de Copacabana. A escolha desses espaços amplia o diálogo entre patrimônio histórico, arquitetura e música.
A programação do festival foi construída de forma a oferecer experiências distintas ao longo do mês. Apresentações ao meio-dia, concertos vespertinos e eventos noturnos permitem que diferentes públicos possam acompanhar parte da extensa agenda gratuita.
Entre os destaques da primeira quinzena estão as participações do harpista mexicano Baltazar Juarez, da espanhola Beatriz Millán, dos norte-americanos Juan Riveros e Danny Jordan, além das apresentações do grupo libanês Al Nur Kibir e do conjunto japonês Komio Tambores do Japão, com participação especial de Alessandro Aguiar no koto.
Também estão previstas palestras e encontros com compositores convidados, como a apresentação dedicada à obra do compositor Gabriel Erkoreka, reforçando o caráter educativo e formativo que acompanha o festival desde suas primeiras edições.
Programação internacional
A segunda metade do RioHarpFestival amplia ainda mais a diversidade artística apresentada ao público. Harpistas sul-americanos, europeus e africanos passam a ocupar diferentes palcos da cidade, consolidando a proposta de intercâmbio cultural do evento.
Entre os artistas confirmados estão Karishma Ramirez e Armando Becerra, do Peru; Walter Morato, da Argentina; Kobie Du Plessis, da África do Sul; Léa Mesnil, da França; Lara Fonseca, de Portugal; Edith Gasteiger, da Áustria; e Adan Vasquez, da República Dominicana. O Brasil também terá forte representação com nomes como Aline Araújo, Rafael Deboleto, Giovana Sanches e diversos grupos instrumentais.
O festival ainda apresentará performances dedicadas às tradições africanas, com grupos especializados em kora e n’goni, além de apresentações voltadas à música indiana, japonesa e latino-americana. Essa diversidade reafirma o objetivo central do RioHarpFestival: promover encontros entre diferentes culturas a partir da linguagem universal da música.
Ao longo de mais de duas décadas de existência, o evento consolidou-se como uma importante plataforma internacional para harpistas e pesquisadores do instrumento. Em 2026, o festival reforça esse protagonismo ao reunir artistas de múltiplas gerações e tradições, oferecendo ao público carioca uma programação gratuita de alcance global.
Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site oficial do evento. (https://rioharpfestival.com.br/)



