A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira foi realizada na última quarta-feira (10), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e prestou uma ampla homenagem à trajetória de Cazuza. A cerimônia, transmitida ao vivo pelo canal oficial da premiação no YouTube, reuniu músicos de diferentes estilos e gerações para revisitar a obra do artista que marcou a história da música brasileira com letras intensas, poéticas e frequentemente carregadas de crítica social.
Ao longo da noite, o público acompanhou apresentações dedicadas a sucessos que ajudaram a consolidar o legado do cantor e compositor carioca. Clássicos como “Exagerado”, “O Tempo Não Para”, “Codinome Beija-Flor” e “Brasil” voltaram ao centro das atenções por meio de interpretações especiais preparadas para a ocasião.
Além das homenagens, a premiação também destacou artistas, álbuns e projetos lançados recentemente em diversas categorias da música nacional. Entre elas, o rock teve espaço relevante na programação, com indicados que representam diferentes vertentes do gênero e ajudam a demonstrar a diversidade da cena brasileira contemporânea.
A obra de Cazuza foi o grande destaque da cerimônia
A escolha de Cazuza como homenageado da edição reforçou a importância de sua contribuição para a cultura brasileira. Décadas após sua morte, o artista continua sendo referência para músicos de diferentes estilos e gerações, mantendo sua obra viva tanto entre fãs históricos quanto entre novos ouvintes.
Durante a cerimônia, canções que atravessaram gerações ganharam novas interpretações. A proposta da homenagem foi mostrar como o repertório do compositor permanece atual, abordando temas que ainda dialogam com o público brasileiro. Sua capacidade de unir emoção, inconformismo, romantismo e crítica social continua sendo apontada como uma das marcas mais fortes de sua produção artística.
Ao longo de sua carreira, Cazuza construiu uma trajetória singular. Primeiro como vocalista do Barão Vermelho e depois em carreira solo, ele se tornou um dos compositores mais importantes da música brasileira dos anos 1980. Seu legado segue influenciando artistas dos mais variados gêneros, do rock ao pop, passando pela MPB e por produções mais contemporâneas.
A homenagem realizada pelo Prêmio da Música Brasileira buscou justamente destacar essa amplitude. Em vez de restringir a celebração a um único estilo musical, a organização reuniu artistas com trajetórias distintas para demonstrar a força e a universalidade de suas composições.
O resultado foi uma noite dedicada não apenas à memória do cantor, mas também à permanência de sua relevância artística dentro da música brasileira.

Grandes nomes da música participaram das apresentações
Um dos aspectos mais comentados da cerimônia foi a presença de artistas de diferentes gerações interpretando o repertório de Cazuza. Entre os participantes estiveram Ney Matogrosso, Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena, Luísa Sonza, Luedji Luna, BNegão, Zizi Possi e Simone, entre outros convidados.
A diversidade dos nomes presentes mostrou como a influência de Cazuza ultrapassa barreiras de gênero musical. Artistas ligados à MPB, ao rock, ao pop e à música urbana dividiram espaço em uma mesma celebração, reforçando a dimensão de sua importância para a cultura brasileira.
Cada apresentação trouxe uma leitura própria das canções escolhidas. Em vez de simples reproduções dos arranjos originais, os convidados apresentaram interpretações adaptadas às suas características artísticas, oferecendo novas perspectivas sobre músicas já consagradas pelo público.
A cerimônia também contou com a apresentação das atrizes Débora Bloch e Alice Wegmann. As duas conduziram a programação da noite, apresentando os números musicais e acompanhando a entrega dos troféus nas diferentes categorias da premiação.
Ao unir homenagens, performances ao vivo e reconhecimento aos profissionais da música, o evento manteve uma tradição que se consolidou ao longo das últimas décadas. Mais do que uma simples entrega de prêmios, a cerimônia buscou valorizar a produção musical brasileira em suas diferentes formas de expressão.
A transmissão gratuita pela internet também ampliou o alcance do evento, permitindo que fãs de várias regiões do país acompanhassem a celebração em tempo real.
Rock nacional marcou presença entre os indicados
Além da homenagem a Cazuza, a edição deste ano também chamou atenção pela presença de artistas ligados ao rock nacional entre os indicados da premiação. A categoria de Melhor Artista de Rock reuniu nomes que representam diferentes momentos e propostas dentro do gênero.
Concorreram ao prêmio Black Pantera, Fresno, Mateus Fazeno Rock, Selvagens à Procura de Lei e Terno Rei. O grupo de indicados demonstrou a diversidade existente na cena atual, que mistura bandas consolidadas, artistas independentes e propostas que dialogam com influências contemporâneas.
Já na categoria Melhor Lançamento de Rock, os trabalhos indicados foram “Seleção Natural”, do Black Pantera; “Y”, do Selvagens à Procura de Lei; “Caranguejo (Parte 1)”, da Supercombo; “Nenhuma Estrela”, do Terno Rei; e “Hasta La Bahia”, do Vivendo do Ócio.
A presença desses nomes reforçou que o rock continua ocupando espaço relevante na produção musical brasileira. Embora o mercado tenha passado por mudanças significativas nos últimos anos, diversas bandas e artistas seguem lançando trabalhos que conquistam público, crítica especializada e reconhecimento institucional.
Ao abrir espaço para diferentes estilos musicais e promover uma homenagem de grande alcance cultural, a 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira reafirmou sua posição como uma das principais celebrações da música nacional. A escolha de Cazuza como homenageado ajudou a conectar passado e presente, mostrando que sua obra continua sendo uma referência importante para artistas e ouvintes em todo o país.



