PETER HOOK ADMITE TOCAR COM OASIS E REJEITA REUNIÃO COM NEW ORDER

Baixista comenta possível participação no Hall da Fama e mantém postura firme sobre antigos conflitos
Peter Hook cogita tocar com Oasis no Hall da Fama

A possível presença de Peter Hook ao lado do Oasis na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame chamou a atenção do público e da imprensa especializada. Em entrevista recente, o músico britânico revelou que não descarta subir ao palco com os irmãos Gallagher durante o evento, mas deixou claro que uma reconciliação com seus antigos colegas do New Order segue fora de cogitação.

O comentário surge em um momento simbólico, já que tanto o Joy Division quanto o New Order serão homenageados pela instituição. Apesar da celebração coletiva, as tensões internas que marcaram a trajetória das bandas continuam influenciando as decisões de Hook.

possibilidade de encontro com o oasis no palco

Durante a conversa, Hook abordou de forma descontraída a chance de participar da cerimônia ao lado do Oasis, levantando hipóteses sobre como a noite pode se desenrolar. “Vai saber; eu posso estar no oasis naquela noite”, comentou o músico, sem confirmar oficialmente qualquer participação, mas abrindo espaço para especulações.

A declaração rapidamente repercutiu entre fãs e veículos especializados, principalmente pelo peso simbólico de uma colaboração envolvendo nomes tão marcantes da música britânica. O Oasis, conhecido por sucessos que marcaram os anos 1990, mantém uma relação histórica com o legado do pós-punk e da música alternativa inglesa — território onde Joy Division e New Order ajudaram a moldar sonoridades fundamentais.

Ainda que não haja confirmação formal, a simples possibilidade de Hook dividir o palco com o grupo já alimenta expectativas. A cerimônia do Hall da Fama costuma reunir encontros improváveis e apresentações especiais, o que torna esse tipo de participação algo plausível dentro do contexto do evento.

Peter Hook durante apresentação ao vivo, em performance marcada por sua técnica característica no baixo e presença de palco intensa. (Foto: Leandro Godoi/Divulgação)

relação com o new order segue estremecida

Se por um lado existe abertura para surpresas envolvendo outros artistas, o mesmo não se aplica à relação com seus ex-companheiros de banda. Hook foi direto ao comentar a possibilidade de reencontro com o New Order, descartando qualquer reconciliação no momento.

“O que eles fizeram em 2011 foi, francamente, repugnante… não consigo perdoar”, afirmou o baixista, referindo-se à disputa judicial envolvendo o uso do nome da banda após sua saída. O episódio marcou um dos momentos mais tensos da história do grupo e aprofundou o distanciamento entre os integrantes.

A fala evidencia que, apesar do reconhecimento institucional e da importância histórica do New Order, as questões pessoais continuam sendo um obstáculo significativo. Mesmo em um evento que celebra o legado coletivo, Hook mantém sua posição firme, indicando que o passado ainda pesa nas decisões atuais.

Essa postura também reforça a trajetória independente do músico nos últimos anos, em que ele tem se dedicado a revisitar o repertório clássico de forma autônoma, sem a participação dos antigos colegas.

legado de joy division e impacto na música

Apesar das divergências, Hook demonstrou respeito pelo reconhecimento concedido às bandas que ajudou a construir. “Eu sempre acreditei no Joy Division e no New Order… é mais do que merecido”, declarou, destacando a importância histórica dos grupos.

O Joy Division, formado no final dos anos 1970, surgiu em um contexto de efervescência criativa no Reino Unido. A banda ganhou notoriedade com álbuns como Unknown Pleasures e Closer, que se tornaram referências fundamentais do pós-punk. A trajetória, no entanto, foi interrompida de forma abrupta após a morte de Ian Curtis em 1980.

A partir daí, os membros remanescentes seguiram como New Order, expandindo o alcance sonoro ao incorporar elementos eletrônicos e de música dançante. O grupo alcançou sucesso global e ajudou a redefinir os caminhos da música alternativa nas décadas seguintes.

Hook também ressaltou o papel dos fãs na consolidação desse legado ao longo do tempo, apontando que o reconhecimento no Hall da Fama não pertence apenas aos artistas, mas a todos que mantiveram a relevância das bandas viva por gerações.

Atualmente, o músico segue ativo com seu projeto solo, levando aos palcos clássicos do Joy Division e do New Order em novas interpretações. Mesmo com as tensões do passado, sua atuação contínua demonstra que o impacto dessas obras permanece significativo no cenário musical contemporâneo.

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