A noite no Manifesto Bar, em São Paulo, marcou um momento importante para a cena alternativa nacional. A cantora Aléxia subiu ao palco para apresentar oficialmente seu primeiro álbum, “GARRA”, em um show que reuniu uma plateia numerosa e visivelmente engajada. O evento, que também contou com apresentações das bandas Debrix, Flor Et e Horney, construiu uma atmosfera de celebração em torno de um projeto que já vinha despertando atenção antes mesmo de seu lançamento.
Desde os primeiros momentos, ficou evidente que o público presente não estava ali apenas por curiosidade, mas por conexão. Muitos cantavam trechos das músicas, reagiam com intensidade aos arranjos e acompanhavam cada movimento da artista, criando um ambiente participativo que reforçou a proposta emocional do disco. Ao longo da apresentação, Aléxia alternou entre momentos de maior intensidade sonora e passagens mais introspectivas, mantendo uma dinâmica que prendeu a atenção do início ao fim.
noite começa com força da cena independente
Antes da apresentação principal, o palco do Manifesto Bar recebeu três nomes que ajudam a compor o panorama atual da cena alternativa. Debrix abriu a noite com uma performance energética, apostando em sonoridades diretas e presença de palco consistente. Em seguida, Flor Et trouxe uma proposta mais atmosférica, com nuances melódicas que contrastaram com o peso anterior, mas sem perder a intensidade.
Fechando o bloco de abertura, a Horney apresentou um set mais agressivo, com forte influência de vertentes modernas do rock pesado. A banda conseguiu estabelecer um clima de antecipação para o show principal, preparando o terreno para a entrada de Aléxia. O conjunto dessas apresentações evidenciou a diversidade estética presente na cena e reforçou a ideia de que o evento não era apenas um show isolado, mas um encontro de diferentes linguagens musicais.
A recepção do público às bandas também demonstrou abertura e interesse, com respostas positivas mesmo para quem ainda não conhecia os projetos. Essa interação ajudou a construir uma atmosfera coletiva, em que cada apresentação contribuiu para o impacto da seguinte.
aléxia apresenta “garra” com entrega intensa
Quando Aléxia finalmente subiu ao palco, a resposta da plateia foi imediata. O início do show já indicava o tom da apresentação: intensidade emocional aliada a uma execução segura. As músicas de “GARRA” foram apresentadas ao vivo com fidelidade às gravações, mas também com variações que evidenciaram a proposta performática da artista.
Ao longo do set, Aléxia demonstrou domínio de palco, transitando entre momentos mais explosivos e outros mais contidos, sempre mantendo o foco na interpretação das músicas. A proposta sonora do álbum, que mistura elementos de pop com influências mais pesadas, se mostrou funcional ao vivo, criando uma experiência que dialoga tanto com o público mainstream quanto com ouvintes de vertentes alternativas.
Um dos momentos que chamou atenção foi a inclusão de “Abracadabra”, de Lady Gaga, no repertório. A escolha trouxe uma leitura própria da faixa, adaptando-a ao universo sonoro de Aléxia e ampliando a conexão com o público, que respondeu de forma imediata à familiaridade da música.
A apresentação também evidenciou a proposta temática do álbum, que gira em torno de força emocional, enfrentamento e identidade. Esses elementos apareceram tanto nas letras quanto na forma como as músicas foram conduzidas no palco, reforçando a coerência entre o conceito do disco e sua execução ao vivo.
participação de mi vieira marca ponto alto do show
Um dos momentos mais marcantes da noite foi a participação especial de Mi Vieira, conhecido por seu trabalho à frente da banda Glória. O músico subiu ao palco para dividir os vocais com Aléxia na faixa “I Don’t Wanna Die”, uma das músicas do álbum.
A colaboração trouxe uma nova camada à apresentação, com a combinação das vozes criando um contraste interessante entre diferentes estilos de interpretação. A resposta do público foi imediata, com aplausos intensos e participação ativa durante a execução da faixa.
Além do impacto musical, a participação também reforçou a conexão entre diferentes vertentes da cena nacional, aproximando públicos distintos e ampliando o alcance do projeto de Aléxia. Esse tipo de colaboração evidencia um movimento cada vez mais presente no cenário atual, em que artistas transitam entre gêneros e constroem pontes criativas.
Ao final da apresentação, a sensação predominante era de consolidação. O show não apenas apresentou “GARRA” ao público, mas também posicionou Aléxia como um nome a ser acompanhado nos próximos passos da cena. A resposta da plateia, a consistência da performance e a construção coletiva da noite indicam que o lançamento do álbum foi mais do que um evento pontual — foi um marco inicial para uma trajetória que tende a se expandir.




























































