Roger Waters decidiu responder a Sharon Osbourne após a empresária publicar um comentário agressivo direcionado ao músico nas redes sociais. A nova discussão surgiu depois que o ex-integrante do Pink Floyd foi anunciado como produtor executivo de Freedom Theater, documentário dirigido por Rishi Pelham sobre um espaço cultural localizado no campo de refugiados de Jenin, na Palestina. Ao comentar uma publicação da Far Out sobre a participação do artista no projeto, Sharon escreveu: “Pule na água, por favor, com um tijolo amarrado no pescoço.”
A Far Out procurou Waters e seus representantes para saber se haveria uma resposta ao comentário. O músico, conhecido por não fugir de discussões públicas, desta vez preferiu uma reação curta e sem ampliar diretamente a troca de ataques. “O melhor a fazer é ignorar Sharon Osbourne”, declarou. A manifestação acrescenta outro capítulo a uma rivalidade que começou envolvendo declarações sobre Ozzy Osbourne e, posteriormente, passou a incluir provocações pessoais e divergências políticas. O episódio atual também colocou Freedom Theater no centro da repercussão.
Waters evita novo confronto
A resposta chama atenção justamente pela diferença de tom em relação às declarações que alimentaram a disputa anteriormente. Waters tem um histórico de posicionamentos contundentes sobre política, música e outros artistas, mas optou por não responder diretamente à provocação feita por Sharon. Em vez de rebater o conteúdo do comentário ou direcionar novas críticas à empresária, resumiu sua posição em uma frase e indicou que não pretende transformar o episódio em uma nova sequência de declarações públicas.
O estopim mais recente foi a entrada de Waters na produção de Freedom Theater. O documentário acompanha Ahmed Tobasi, artista palestino ligado ao Freedom Theatre, e os esforços para manter o espaço cultural funcionando em Jenin. A produção foi filmada ao longo de cinco anos e tem Rishi Pelham na direção. Waters participa como produtor executivo, enquanto Suzanne Harb e o próprio Pelham estão entre os responsáveis pela produção.
A relação do músico com a causa palestina já é conhecida e aparece com frequência em entrevistas, shows e manifestações públicas. Sua participação no filme, portanto, está alinhada a posicionamentos defendidos por ele nos últimos anos. O documentário, porém, não é apresentado apenas como um projeto sobre o conflito político da região. A narrativa acompanha Tobasi e utiliza o teatro como ponto de observação das dificuldades enfrentadas no campo de refugiados de Jenin.
Sharon Osbourne, por outro lado, já criticou manifestações de artistas em apoio à Palestina. Em 2025, após uma apresentação do Kneecap no Coachella, ela defendeu que os vistos norte-americanos dos integrantes do trio irlandês fossem revogados por causa das mensagens exibidas durante o festival. A diferença de posicionamento entre Sharon e Waters adicionou um componente político a uma rivalidade que originalmente ganhou força por causa de comentários sobre Ozzy Osbourne.

A origem da rivalidade
O conflito entre Waters e a família Osbourne se intensificou após a morte de Ozzy, em julho de 2025. Durante uma entrevista ao canal The Independent Ink, o ex-Pink Floyd comentou a repercussão em torno do cantor e criticou aspectos de sua imagem pública. Também afirmou não ter interesse pelo Black Sabbath, banda fundamental para a trajetória de Ozzy e para a consolidação do heavy metal.
Na ocasião, Waters declarou: “Eu não ligo pro Black Sabbath, nunca liguei. Não tenho interesse em morder as cabeças de galinhas ou o quer que seja que fazem. Não poderia me importar menos, sabe.” A fala provocou forte reação da família Osbourne, principalmente por ter sido feita pouco depois da morte do cantor. A partir daí, o desentendimento deixou de envolver somente opiniões musicais e passou para ataques pessoais entre os envolvidos.
Sharon abordou o assunto posteriormente no The Osbournes Podcast, acompanhada dos filhos Jack e Kelly Osbourne. Durante a conversa, classificou Waters como “provavelmente uma das pessoas mais doentes que encontrei em anos” e também o chamou de “filho da puta desgraçado”. A reação deixou evidente que os comentários sobre Ozzy haviam sido recebidos pela família como uma provocação pessoal, e não simplesmente como uma opinião sobre o Black Sabbath.
A disputa ainda ganhou espaço fora das entrevistas. Representantes ligados ao espólio de Ozzy lançaram uma camiseta promocional ironizando Waters e fazendo referência a The Wall. A peça utilizava a frase “Another Prick in the Wall”, brincadeira com “Another Brick in the Wall”, além de uma imagem de Ozzy urinando sobre uma referência visual relacionada ao trabalho do ex-Pink Floyd. A iniciativa transformou a rivalidade em parte da própria comunicação associada ao legado de Ozzy.
Um novo capítulo da disputa
O comentário recente de Sharon mostrou que o atrito continuou ativo em 2026. A publicação que provocou sua reação tratava especificamente da participação de Waters em Freedom Theater, mas rapidamente trouxe de volta o histórico entre os dois. Ao sugerir que o músico entrasse na água com um tijolo preso ao pescoço, a empresária elevou novamente o tom de uma discussão que já acumulava episódios públicos desde o ano anterior.
Waters, desta vez, escolheu não acompanhar essa escalada. Sua resposta não abordou Ozzy, a família Osbourne ou as diferenças políticas entre eles. Também não houve uma defesa extensa de Freedom Theater no contexto da provocação. A frase curta direcionada à Far Out funcionou como uma indicação de que, pelo menos neste episódio, o músico não pretende alimentar diretamente a rivalidade.
Enquanto isso, Freedom Theater segue em fase de preparação para chegar ao circuito internacional. A produção acompanha Tobasi e o funcionamento do teatro em Jenin, aproximando arte, cotidiano e a realidade do campo de refugiados. Segundo informações divulgadas sobre o projeto, o longa foi filmado durante cinco anos e busca distribuição internacional, com planos de circulação por festivais.
A resposta de Waters não encerra necessariamente a disputa, mas representa uma mudança de postura neste capítulo. Depois de meses de declarações, críticas e provocações envolvendo seu nome e o de Ozzy Osbourne, o ex-Pink Floyd optou por uma manifestação mínima diante de um dos comentários mais agressivos feitos por Sharon. Por enquanto, a rivalidade permanece pública, mas sem uma nova troca direta de ataques por parte do músico.











