NECROT É CONFIRMADO COMO ATRAÇÃO ESPECIAL NO SHOW DO MY DYING BRIDE

Trio norte-americano de death metal abre a apresentação da histórica banda britânica em São Paulo, marcada para novembro, reunindo duas gerações de nomes importantes da música extrema.
Necrot abre show do My Dying Bride em São Paulo

Os fãs brasileiros de metal extremo terão um reforço de peso na programação do aguardado show do My Dying Bride em São Paulo. A organização confirmou que o Necrot, uma das bandas mais respeitadas da nova geração do death metal norte-americano, será a responsável pela abertura da noite no Fabrique Club, em 29 de novembro. A apresentação, inédita para muitos admiradores das duas bandas, reúne estilos diferentes, mas historicamente conectados dentro da música pesada. Enquanto o grupo britânico é reconhecido como um dos pilares do doom metal, o trio de Oakland construiu sua reputação apostando em um death metal direto, agressivo e influenciado pela energia do punk e do crust. A realização do evento é da Firebird Industries, Matrix Entertainment, Kool Metal Fest, Caveira Velha e Xaninho Discos.

Necrot reforça a noite

Desde sua formação, em 2012, o Necrot manteve a mesma formação e consolidou uma identidade baseada em composições objetivas, riffs pesados e uma abordagem que privilegia intensidade sem abrir mão da construção musical. O trio rapidamente ganhou espaço entre os principais nomes da cena contemporânea do death metal, tornando-se presença frequente em festivais e turnês internacionais.

O reconhecimento começou a crescer de forma significativa com Blood Offerings, lançado em 2017. O disco alcançou a 29ª posição da parada de hard rock da Billboard e ainda figurou em quarto lugar na lista de melhores álbuns daquele ano elaborada pela revista Decibel. O resultado ampliou a projeção da banda e consolidou seu nome entre os representantes mais relevantes do gênero.

Na sequência, Mortal, lançado em 2020, apresentou uma evolução perceptível na estrutura das composições, ampliando a dinâmica entre momentos mais rápidos e passagens cadenciadas. Já Lifeless Birth, de 2024, levou o grupo a explorar uma sonoridade mais técnica e melódica, sem abandonar o peso característico que acompanha sua trajetória desde os primeiros trabalhos.

Além da produção em estúdio, o Necrot construiu uma reputação consistente na estrada. Entre os lançamentos de Blood Offerings e Mortal, o trio realizou mais de 300 apresentações ao redor do mundo, dividindo palco com nomes como Cannibal Corpse, Carcass, Morbid Angel, Municipal Waste e Cryptopsy.

Outro marco importante aconteceu em março de 2026, quando a banda assinou contrato com a Metal Blade Records, um dos selos mais tradicionais da música pesada. A trajetória também foi reconhecida pela revista Decibel, que colocou o grupo em sua capa em duas ocasiões, nos anos de 2020 e 2024.

O My Dying Bride retorna ao Brasil acompanhado do Necrot, reunindo diferentes gerações do metal extremo em uma única noite em São Paulo. (Foto: Divulgação)

Uma referência do doom

Se o Necrot representa a força da nova geração do death metal, o My Dying Bride permanece como uma das formações mais influentes da história do doom metal. Fundada em Bradford, no norte da Inglaterra, em 1990, a banda ajudou a estabelecer uma identidade própria para o chamado death-doom britânico, misturando o peso do death metal com atmosferas melancólicas, melodias góticas e o uso marcante do violino.

Ao lado de Paradise Lost e da primeira fase do Anathema, o grupo passou a integrar o núcleo conhecido como a Trindade do Doom Metal, conjunto de bandas responsável por redefinir os rumos da música extrema britânica durante a década de 1990. A combinação entre andamento lento, vocais guturais, passagens limpas e forte carga emocional influenciou inúmeras formações surgidas nas décadas seguintes.

Obras como Turn Loose the Swans e The Angel and the Dark River seguem sendo apontadas entre os discos mais importantes do gênero, mantendo relevância mesmo décadas após seus lançamentos. Esses trabalhos ajudaram a consolidar uma estética que continua servindo de referência para músicos e admiradores do doom metal em diferentes partes do mundo.

A apresentação em São Paulo representa uma oportunidade para o público brasileiro acompanhar de perto um repertório construído ao longo de mais de três décadas de carreira, reunindo clássicos e músicas de seu lançamento mais recente.

O peso de A Mortal Binding

O show acontece após o lançamento de A Mortal Binding, álbum divulgado em abril de 2024 e que permanece como o trabalho de estúdio mais recente do My Dying Bride.

No disco, a banda retoma características marcantes de seus primeiros anos, reforçando a combinação entre guitarras densas, ritmos arrastados, alternância entre vocais limpos e guturais e o retorno do violino como elemento central das composições. O resultado aproxima o grupo novamente da sonoridade que o transformou em referência dentro do doom metal.

Faixas como “Her Dominion”, “Thornwyck Hymn”, “The 2nd of Three Bells”, “The Apocalyptist” e “Crushed Embers” demonstram essa proposta e fazem parte do período mais recente da discografia da banda.

O álbum também ganhou um significado especial por marcar o encerramento de um ciclo. A Mortal Binding foi o último trabalho gravado com Aaron Stainthorpe, vocalista e um dos fundadores do My Dying Bride, que deixou oficialmente o grupo em outubro de 2025.

Com a confirmação do Necrot como banda convidada, a noite de 29 de novembro reúne duas gerações da música extrema em um mesmo palco. De um lado, um trio que representa a renovação do death metal norte-americano; do outro, uma das formações mais influentes da história do doom britânico. A combinação promete oferecer ao público uma programação voltada aos diferentes momentos da música pesada, unindo tradição, intensidade e repertórios que marcaram épocas distintas do gênero.


SERVIÇO

My Dying Bride e Necrot em São Paulo

Data: 29 de novembro de 2026

Horário: 17h (abertura da casa)

Local: Fabrique Club

Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SP

Ingressos: ticket.com.vc/evento/my-dying-bride-em-sao-paulo

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