A cinebiografia “Michael” alcançou um marco histórico nas bilheterias mundiais e se tornou oficialmente o filme musical biográfico de maior arrecadação da história do cinema. O longa, que retrata parte da trajetória de Michael Jackson, ultrapassou os números registrados por “Bohemian Rhapsody”, produção lançada em 2018 e centrada na vida de Freddie Mercury.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Deadline, a produção já acumula US$ 911,9 milhões em arrecadação global, o equivalente a aproximadamente R$ 4,6 bilhões na cotação atual. O resultado coloca o filme à frente dos US$ 910,9 milhões conquistados por “Bohemian Rhapsody”, encerrando um reinado que durava vários anos entre as cinebiografias musicais.
O desempenho comercial reforça o apelo duradouro da figura de Michael Jackson junto ao público internacional. Mesmo décadas após o auge de sua carreira, o artista continua despertando interesse em diferentes gerações, algo que se refletiu diretamente na procura pelos cinemas desde a estreia do longa.
Um recorde construído desde a estreia
O sucesso de “Michael” não começou apenas após semanas em cartaz. Desde seus primeiros dias de exibição, o filme já demonstrava potencial para quebrar marcas importantes dentro da indústria cinematográfica.
Em seu fim de semana de estreia, a produção arrecadou cerca de US$ 217 milhões mundialmente, valor que corresponde a aproximadamente R$ 1 bilhão. O resultado garantiu ao longa o título de melhor estreia já registrada por uma cinebiografia no cinema.
O desempenho chamou atenção de analistas do mercado e de executivos da indústria, que passaram a acompanhar de perto a trajetória comercial do filme. A combinação entre a popularidade do artista retratado, uma campanha de divulgação robusta e a curiosidade do público ajudou a transformar a produção em um fenômeno global.
Ao longo dos meses seguintes, “Michael” manteve uma arrecadação consistente em diversos mercados, incluindo América do Norte, Europa, América Latina e Ásia. Essa estabilidade foi fundamental para que o filme ultrapassasse concorrentes históricos e alcançasse a liderança absoluta entre as cinebiografias musicais.
O resultado também reforça uma tendência observada nos últimos anos: o interesse crescente por produções que exploram a vida de grandes nomes da música popular. Filmes desse gênero têm atraído tanto fãs nostálgicos quanto novos espectadores interessados em conhecer trajetórias marcantes da cultura pop.

Diferença entre crítica especializada e público
Apesar do enorme sucesso comercial, “Michael” não recebeu a mesma recepção por parte da crítica especializada. O contraste entre as avaliações dos especialistas e a opinião do público se tornou um dos aspectos mais comentados em torno do filme.
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, a produção registrou apenas 38% de aprovação entre críticos profissionais. O índice indica uma recepção bastante dividida e distante do entusiasmo demonstrado pelos espectadores.
Já entre o público, o cenário é completamente diferente. Os usuários da plataforma atribuíram ao filme uma aprovação de 97%, demonstrando um nível de satisfação extremamente elevado.
Essa discrepância entre crítica e audiência não é inédita na indústria cinematográfica, mas ganhou destaque devido à dimensão do fenômeno comercial alcançado pelo longa. Muitos espectadores elogiaram especialmente as recriações musicais, as performances e a oportunidade de revisitar momentos importantes da carreira de Michael Jackson.
Adam Fogelson, presidente da Lionsgate, distribuidora responsável pelo lançamento do filme nos Estados Unidos, comentou o impacto da produção junto aos espectadores.
“Você não atinge esse número a menos que esteja vendo uma enorme audiência em todos os segmentos demográficos imagináveis. [O público] está claramente se divertindo muito”.
A declaração resume um dos principais fatores por trás do sucesso da produção: sua capacidade de atrair diferentes faixas etárias, perfis culturais e gerações de fãs espalhados pelo mundo.
A trajetória de Michael Jackson retratada no cinema
Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido por trabalhos como “Dia de Treinamento” e “O Protetor”, o filme busca apresentar uma visão abrangente de uma das carreiras mais influentes da história da música popular.
A produção é estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson e filho de Jermaine Jackson. A escolha chamou atenção desde o anúncio do elenco devido à semelhança física entre os dois e à ligação familiar direta com o artista.
A narrativa acompanha a trajetória de Michael desde a infância, passando pelos primeiros passos ao lado dos irmãos no grupo Jackson 5. O filme também explora a rápida ascensão do cantor ao estrelato mundial e seu processo de transformação em um dos artistas mais conhecidos do planeta.
A história avança até o período da turnê “Bad”, realizada durante a segunda metade da década de 1980, fase considerada uma das mais importantes de sua carreira. Nesse período, Michael Jackson consolidou seu status como fenômeno global e ampliou ainda mais sua influência sobre a música pop.
Com números impressionantes de bilheteria e forte adesão do público, “Michael” entra definitivamente para a história do cinema como a cinebiografia musical de maior arrecadação já registrada. Independentemente das divergências entre críticos e espectadores, o resultado demonstra a força duradoura do legado artístico deixado pelo Rei do Pop e sua capacidade de mobilizar audiências em escala mundial.



