Em meio às comemorações pelos 50 anos de um dos álbuns mais emblemáticos de sua trajetória, o Kiss anunciou o lançamento de um novo livro oficial dedicado a “Destroyer”, clássico lançado originalmente em 1976. A publicação reúne relatos inéditos, fotografias raras, entrevistas exclusivas e uma ampla documentação sobre a criação do disco que ajudou a transformar a banda em um fenômeno mundial.
Intitulado originalmente “Kiss Destroyer: The Definitive Visual History: Making and Touring the Legendary Album, Official and Authorized”, o livro foi escrito por Paul Stanley e Gene Simmons em parceria com o autor Ken Sharp. A proposta da obra é mergulhar nos bastidores da produção do álbum, detalhando desde as gravações em estúdio até a grandiosa turnê que consolidou o grupo entre os maiores nomes do rock internacional.
No Brasil, a publicação chegará às livrarias em 31 de outubro de 2026 pela editora Belas Letras. A edição nacional recebeu o título “Kiss Destroyer: A história visual definitiva: obra oficial dos 50 anos, com os bastidores da produção e das turnês do lendário álbum”. O livro já está disponível em pré-venda e surge como um dos lançamentos mais aguardados pelos admiradores da banda neste ano.
Um mergulho completo na criação de Destroyer
Com 272 páginas, o livro foi concebido para funcionar como um verdadeiro documento histórico sobre um dos momentos mais importantes da carreira do Kiss. Segundo a sinopse divulgada pela editora, a obra “oferece revelações surpreendentes sobre o caos no estúdio, o desenvolvimento de cada faixa, a criação da icônica capa do álbum e muito mais”.
Entre os assuntos explorados estão detalhes pouco conhecidos sobre o processo criativo do disco. O material revela, por exemplo, como referências externas ajudaram a moldar a identidade visual e artística do projeto. A influência do ator Marlon Brando em aspectos da direção criativa e a inspiração extraída do trabalho de David Bowie para a concepção visual da turnê aparecem entre os destaques.
O livro também resgata encontros curiosos da banda com personalidades conhecidas da cultura popular da época. Nomes como Karen Carpenter, Margaret Hamilton e Paul Lynde aparecem em diferentes passagens da narrativa, ajudando a contextualizar o ambiente cultural em que o Kiss estava inserido durante a segunda metade da década de 1970.
Outro ponto que promete despertar o interesse dos fãs é a discussão sobre a origem do título da canção “Beth”. A música, que se tornou um dos maiores sucessos comerciais da banda, sempre esteve cercada por versões divergentes sobre sua criação. A publicação busca esclarecer essas questões por meio de depoimentos e documentos reunidos pelos autores.

Fotografias raras e entrevistas exclusivas ampliam o conteúdo
Além dos relatos históricos, a publicação aposta fortemente em seu material visual. Os leitores encontrarão fotografias raras, imagens inéditas e registros de bastidores que ajudam a reconstruir a trajetória do álbum de forma detalhada.
O projeto reúne ainda mais de 50 entrevistas exclusivas realizadas com integrantes do Kiss e profissionais que participaram diretamente da criação de “Destroyer”. Entre eles estão músicos, técnicos, colaboradores criativos e pessoas envolvidas na logística da gravação e da turnê.
Essa combinação de imagens e depoimentos permite apresentar diferentes perspectivas sobre um mesmo período da história da banda. O resultado é um retrato abrangente dos desafios, conflitos e conquistas enfrentados durante a produção do disco.
Outro diferencial do livro é o amplo levantamento cronológico sobre a divulgação do álbum. A obra inclui datas de shows, locais das apresentações e momentos considerados decisivos para a consolidação do Kiss no mercado internacional. Também foi criada uma linha do tempo detalhada que conecta os acontecimentos da banda a eventos culturais e fatos marcantes do período.
A proposta é oferecer não apenas um registro musical, mas também uma contextualização histórica capaz de mostrar como “Destroyer” se encaixou no cenário cultural dos anos 1970.
O legado de Destroyer e os próximos passos do Kiss
Lançado em março de 1976, “Destroyer” é frequentemente apontado como um dos discos mais importantes da carreira do Kiss. O álbum apresentou uma sonoridade mais elaborada e ambiciosa em comparação aos trabalhos anteriores, ajudando o grupo a expandir sua popularidade para além do público já conquistado.
Faixas como “Detroit Rock City”, “Shout it Out Loud”, “God of Thunder” e “Beth” continuam figurando entre as músicas mais conhecidas do repertório da banda. Muitas delas permanecem presentes em coletâneas, playlists e apresentações especiais realizadas ao longo dos anos.
Grande parte desse sucesso é atribuída ao trabalho do produtor Bob Ezrin. Conhecido por sua atuação em projetos de artistas renomados, ele contribuiu para ampliar as possibilidades criativas do Kiss, trazendo arranjos mais sofisticados e uma abordagem de produção que elevou o padrão artístico do grupo.
Mesmo após encerrar oficialmente sua turnê de despedida em dezembro de 2023, o Kiss segue mantendo uma relação ativa com seus fãs. Nos últimos anos, a banda passou a realizar apresentações ocasionais em eventos especiais, preservando sua presença no universo do rock.
Em novembro do ano passado, o grupo participou do evento Kiss Kruise: Land Locked in Vegas, realizado em comemoração aos 50 anos do fã-clube Kiss Army. Agora, a banda confirmou uma nova participação na segunda edição do encontro, marcada para acontecer entre os dias 13 e 15 de novembro.
Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer subirão ao palco em duas apresentações programadas para o evento. Assim como ocorreu recentemente, os músicos tocarão sem as tradicionais maquiagens e figurinos que ajudaram a construir a identidade visual da banda ao longo das últimas cinco décadas.
Enquanto novas apresentações especiais continuam surgindo, o lançamento do livro reforça a importância de “Destroyer” na história do Kiss e oferece aos fãs uma oportunidade única de revisitar um dos capítulos mais influentes da trajetória do grupo.



