A veterana banda de thrash metal Death Angel anunciou uma edição especial em vinil para comemorar os 10 anos de “The Evil Divide”, oitavo álbum de estúdio do grupo. O relançamento chega em 24 de julho pela Nuclear Blast e reforça a importância do disco dentro da trajetória recente da banda da Bay Area de San Francisco.
Lançado originalmente em 27 de maio de 2016, “The Evil Divide” consolidou uma fase especialmente consistente do grupo, combinando velocidade, técnica e agressividade com uma produção moderna. Produzido por Jason Suecof no AudioHammer Studios, o trabalho foi amplamente elogiado pela crítica especializada e ajudou a reafirmar o nome do DEATH ANGEL entre os principais representantes do thrash metal contemporâneo.
A nova edição em LP também trará um atrativo extra para os fãs mais antigos: a inclusão da faixa bônus “Wasteland”, releitura da música lançada originalmente em 1986 pela banda The Mission. Até então disponível apenas em algumas versões limitadas em CD fora dos Estados Unidos, a faixa finalmente ganhará sua estreia em vinil e também será disponibilizada mundialmente nas plataformas de streaming.
O anúncio acontece em meio à turnê comemorativa de 35 anos do álbum “Act III”, um dos trabalhos mais importantes da carreira do grupo e considerado até hoje um marco dentro do thrash metal norte-americano.
A importância de “The Evil Divide” na carreira da banda
Quando “The Evil Divide” chegou às lojas em 2016, o DEATH ANGEL já vinha de uma sequência sólida de discos lançados após o retorno da banda em 2001. Mesmo assim, o álbum conseguiu se destacar rapidamente entre fãs e críticos por equilibrar agressividade clássica com um refinamento técnico mais moderno.
A produção de Jason Suecof ajudou a dar ainda mais peso ao disco, valorizando riffs rápidos, linhas vocais intensas e mudanças de andamento típicas do thrash metal da Bay Area. O resultado foi um álbum que manteve a identidade histórica da banda sem soar preso ao passado.
Faixas como “The Moth”, “Lost” e “Cause for Alarm” ajudaram o trabalho a ganhar espaço entre os lançamentos mais comentados do metal naquele ano. Muitos críticos destacaram justamente a capacidade do grupo de continuar relevante após mais de quatro décadas de atividade.
O vocalista Mark Osegueda e o guitarrista Rob Cavestany também receberam elogios pela intensidade das performances. A combinação entre técnica e energia acabou se tornando um dos pontos mais fortes do álbum, algo frequentemente citado pelos fãs em apresentações ao vivo da banda.
Agora, com a edição comemorativa de 10 anos, o disco ganha uma nova oportunidade de alcançar tanto colecionadores quanto ouvintes mais jovens que passaram a conhecer o grupo nos últimos anos através das plataformas digitais.

A trajetória histórica do DEATH ANGEL no thrash metal
Formado em 1982 na Califórnia, o DEATH ANGEL surgiu em meio ao explosivo movimento thrash metal da Bay Area de San Francisco, cena que revelou nomes fundamentais como Metallica, Exodus e Testament.
Criada pelos primos Rob Cavestany, Dennis Pepa e Andy Galeon, a banda rapidamente chamou atenção pela pouca idade dos integrantes e pela habilidade técnica acima da média. O álbum de estreia, “The Ultra-Violence”, lançado em 1987, se tornou um dos registros mais respeitados do thrash metal underground da época.
Na sequência, “Frolic Through The Park”, de 1988, ampliou ainda mais a visibilidade do grupo graças ao clipe de “Bored”, que chegou à programação da MTV. A exposição acabou levando a banda até mesmo ao programa “Headbangers Ball”, uma das maiores vitrines do metal naquele período.
Em 1990, o lançamento de “Act III” marcou uma mudança importante na sonoridade do grupo. Sem abandonar a agressividade, o álbum trouxe elementos mais melódicos e estruturas mais elaboradas. Músicas como “Seemingly Endless Time” e “A Room With A View” ampliaram o alcance da banda e ajudaram a consolidar sua reputação como um dos nomes mais criativos do thrash metal americano.
Após um período de separação, o DEATH ANGEL retornou oficialmente em 2001 e iniciou uma nova fase extremamente produtiva. Discos como “The Art Of Dying”, “Killing Season”, “Relentless Retribution” e “Humanicide” mostraram uma banda ainda agressiva, mas musicalmente mais madura.
O álbum “Humanicide”, lançado em 2019, chegou inclusive a render uma indicação ao Grammy na categoria “Best Metal Performance”, reforçando a permanência do grupo entre os nomes mais relevantes do metal pesado contemporâneo.
Turnê comemorativa reforça o legado da banda
Além da reedição de “The Evil Divide”, o DEATH ANGEL segue promovendo a turnê especial em comemoração aos 35 anos de “Act III”. Os shows apresentam o álbum executado na íntegra, além de músicas importantes de diferentes fases da carreira.
A série de apresentações vem passando por diversas cidades dos Estados Unidos e inclui performances especiais na região da Bay Area. Entre os destaques estão dois shows esgotados no lendário Fillmore, local historicamente ligado à cena musical de San Francisco.
A continuidade da turnê até 2026 e 2027 demonstra o impacto duradouro do álbum e a força da relação entre a banda e seu público. Mesmo após décadas de estrada, o grupo segue mantendo uma agenda intensa de apresentações na América do Norte, Europa, América do Sul, Ásia e Austrália.
Em 2025, o DEATH ANGEL também apresentou duas músicas inéditas: “Wrath (Bring Fire)” e “Cult Of The Used”. As faixas mostraram que a banda continua investindo em material novo, sem depender exclusivamente da nostalgia em torno dos clássicos antigos.
“Wrath (Bring Fire)” apostou em velocidade extrema e riffs agressivos, enquanto “Cult Of The Used” trouxe letras socialmente críticas e uma abordagem mais moderna dentro do thrash metal. Os lançamentos reforçaram a ideia de que o grupo continua criativamente ativo mesmo após mais de 40 anos de carreira.
A formação atual, composta por Mark Osegueda, Rob Cavestany, Ted Aguilar, Damien Sisson e Will Carroll, permanece estável há quase duas décadas. Essa continuidade tem sido apontada como um dos fatores que ajudam a manter o alto nível das apresentações ao vivo da banda.




