A relação entre música, design e experiência do público ganhou mais um capítulo importante para o entretenimento brasileiro. A 30e, uma das principais empresas do setor de shows e turnês no país, foi anunciada entre os finalistas do LAD Awards, premiação latino-americana voltada para projetos criativos, inovação visual e impacto cultural. A indicação veio através de duas campanhas bastante diferentes entre si, mas igualmente marcantes: a divulgação da turnê de despedida do Planet Hemp e o pôster especial do espetáculo “Dominguinho”, realizado no Allianz Parque.
As duas ações ajudaram a ampliar o debate sobre como campanhas promocionais podem ultrapassar o papel de simples divulgação e se transformar em experiências que dialogam diretamente com o público. Em um mercado cada vez mais competitivo, onde a comunicação visual virou parte essencial da identidade de um show, as campanhas da 30e chamaram atenção justamente por apostarem em elementos físicos, artesanais e conceituais.
Além do reconhecimento internacional, a presença da empresa na shortlist do LAD Awards também reforça o momento de crescimento criativo vivido pela companhia, que nos últimos anos passou a investir fortemente em campanhas autorais para grandes turnês nacionais e internacionais.
Planet Hemp viralizou com anúncio em jornal
Uma das campanhas indicadas ao prêmio está concorrendo na categoria “Anúncio em Imprensa” e envolve a turnê “Última Ponta”, do Planet Hemp. O grupo, conhecido historicamente por levantar debates ligados à descriminalização da maconha e à liberdade de expressão, ganhou uma campanha promocional que rapidamente ultrapassou o espaço tradicional da publicidade.
A ação ocupou uma página inteira da Folha de S.Paulo e trouxe um diferencial que imediatamente despertou a curiosidade do público: uma folha de seda real encartada no jornal. Junto dela, apareciam os versos: “Quem tem? Quem tem ____? Quem tem ____? Agora, você tem”.
A proposta dialogava diretamente com a estética e o histórico do Planet Hemp, banda que desde os anos 1990 mantém uma identidade artística ligada à contestação social, à cultura urbana e à defesa da legalização da cannabis. O impacto da campanha aconteceu justamente porque ela conseguiu unir linguagem visual, provocação e reconhecimento imediato do universo da banda.
Pouco depois de circular fisicamente, a peça começou a aparecer nas redes sociais através de fotos, vídeos e comentários feitos por fãs e curiosos. O anúncio virou assunto em plataformas digitais e ajudou a impulsionar ainda mais a repercussão da turnê de despedida.
Em um período em que grande parte das campanhas é pensada exclusivamente para o ambiente digital, a ação da 30e chamou atenção por apostar justamente no caminho oposto: transformar um anúncio impresso em objeto de compartilhamento online. O resultado foi uma das campanhas musicais brasileiras mais comentadas dos últimos meses.

Pôster bordado de Dominguinho chamou atenção
A segunda indicação da 30e no LAD Awards aparece na categoria “Campanha de Pôsteres” e envolve o espetáculo “Dominguinho”, que reuniu João Gomes, Jotapê e Mestrinho no Allianz Parque.
Diferente da abordagem urbana e provocativa usada na campanha do Planet Hemp, o projeto gráfico de “Dominguinho” apostou em uma construção visual ligada à brasilidade, às texturas artesanais e ao sentimento de pertencimento cultural. A arte foi assinada pela ilustradora Winny Tapajós.
O pôster utilizou referências visuais associadas à cultura popular nordestina e ganhou destaque principalmente pelo método utilizado em sua produção. Segundo divulgado pela empresa, pela primeira vez um pôster de show foi totalmente bordado à mão.
A decisão de transformar o cartaz em uma peça artesanal acabou dando ao projeto um peso simbólico ainda maior, principalmente por dialogar com elementos históricos da cultura brasileira e com a própria proposta musical do espetáculo.
Além da repercussão visual, o trabalho também passou a circular entre profissionais ligados ao design gráfico e à publicidade cultural, justamente pela tentativa de aproximar o universo do entretenimento de processos manuais pouco utilizados em campanhas de grande escala.
A campanha reforça uma tendência cada vez mais presente no setor musical: a valorização de peças físicas como itens colecionáveis e elementos de identidade artística. Em vez de funcionar apenas como material promocional, o pôster se tornou parte da experiência cultural ligada ao evento.
As duas peças finalistas foram destacadas pela própria 30e como exemplos da liberdade criativa que a equipe interna de marketing vem buscando desenvolver nos últimos anos.
Reconhecimento reforça fase criativa da 30e
As indicações ao LAD Awards também ajudam a consolidar o momento de reconhecimento vivido pela equipe criativa da 30e. No ano passado, a empresa já havia aparecido entre os indicados ao Prêmio Caboré, uma das premiações mais tradicionais da publicidade brasileira.
Ao comentar a nova indicação internacional, Carol Pascoal, VP de Marketing e Comunicação da 30e, destacou a importância de tratar cada campanha como parte da experiência do público dentro do entretenimento ao vivo.
“Estar na shortlist do LAD Awards reafirma o compromisso da 30e de elevar o padrão criativo do entretenimento ao vivo no Brasil. Nós enxergamos cada ponto de contato com o público, seja um pôster ou uma ação no jornal, como uma oportunidade de gerar conversas e conexões reais. Essas indicações celebram um time interno excepcional que tem liberdade para ousar e tratar a criação como parte fundamental da experiência de cada show”.
O reconhecimento também evidencia uma mudança importante no mercado brasileiro de eventos. Mais do que apenas anunciar datas e vender ingressos, empresas do setor passaram a investir em campanhas capazes de gerar engajamento cultural e ampliar o alcance das turnês.
Nos últimos anos, a 30e esteve envolvida em algumas das principais excursões internacionais e nacionais realizadas no país, trabalhando tanto com artistas estrangeiros quanto com nomes importantes da música brasileira contemporânea.
As campanhas indicadas ao LAD Awards mostram como o design passou a ocupar papel estratégico dentro desse cenário. Seja através de uma folha de seda encartada em jornal ou de um pôster bordado manualmente, a comunicação visual deixou de ser apenas complemento e passou a funcionar como parte essencial da narrativa construída ao redor de um espetáculo.



