O ecossistema do Metal brasileiro ganha um novo fôlego com o lançamento da temporada 2026 do podcast oficial do Bangers Open Air. Sob o comando de Bruno Sutter — figura carimbada que transita com maestria entre a música, o humor e o rádio —, o programa surge como um esquenta estratégico para o festival que toma conta do Memorial da América Latina nos dias 25 e 26 de abril. Mais do que uma simples ferramenta de divulgação, a produção busca humanizar o line-up e trazer à tona as engrenagens de um dos eventos mais respeitados do gênero no país.
Gravada integralmente no renomado Dharma Studios, na capital paulista, a série de entrevistas mergulha profundamente na trajetória de profissionais e artistas que ajudaram a construir a identidade do evento. A proposta é oferecer aos fãs uma visão de “dentro para fora”, misturando análises técnicas do mercado com relatos pessoais que reforçam a conexão emocional da comunidade headbanger com a marca, que carrega em seu DNA a herança do Summer Breeze alemão.
Memórias de quem vive a cena através das lentes e dos palcos
A estreia da temporada, ocorrida no último dia 17, trouxe ninguém menos que Marcos Hermes para o centro do debate. Com uma carreira que ultrapassa as três décadas, Hermes é o olhar por trás de registros icônicos do Rock mundial. No episódio, o fotógrafo faz um resgate histórico que começa em 1991, no Rock in Rio, e deságua na sua relação visceral com o Bangers Open Air.
Como fotógrafo oficial do festival desde a sua primeira edição em solo brasileiro, em 2023, Marcos compartilha detalhes técnicos e curiosidades sobre a missão de capturar a energia do palco e do público. O relato serve como uma aula de resiliência e paixão pela fotografia musical, mostrando que a estética do Metal vai muito além do que os olhos veem durante os shows.
Na sequência, o podcast abriu espaço para o peso sonoro do Torture Squad. Castor (baixo) e Mayara Puertas (vocal) protagonizaram um bate-papo que explorou as raízes do Thrash e Death Metal nacional. Os músicos relembraram as dificuldades dos primeiros anos, as viagens exaustivas em ônibus de linha e a consagração internacional em palcos como o Wacken Open Air, na Alemanha. É um registro necessário sobre a persistência necessária para manter uma banda de Metal ativa e relevante no cenário contemporâneo.

Um line-up de peso para a edição de 2026
Enquanto os episódios preparam o terreno digital, a estrutura física no Memorial da América Latina promete ser uma das mais robustas até aqui. O Bangers Open Air 2026 reafirma sua curadoria eclética, unindo o peso moderno de bandas como Jinjer e Killswitch Engage ao som clássico e melódico de grupos como Within Temptation e Primal Fear.
A edição deste ano destaca nomes como Black Label Society, liderado pelo icônico Zakk Wylde, e o In Flames, que segue como um dos pilares do Metal moderno. Além das atrações internacionais, o festival mantém o compromisso de valorizar a “prata da casa”, escalando gigantes do cenário nacional como Korzus, Project46 e Crypta, que hoje é um dos maiores nomes do Death Metal mundial.
O evento também abre espaço para propostas diferenciadas, como o folk metal do Feuerschwanz e o hard rock refinado do projeto Smith/Kotzen, garantindo que diferentes vertentes do estilo sejam representadas. Com ingressos disputados, a expectativa é de que o festival consolide São Paulo, mais uma vez, como o epicentro do Metal na América Latina em 2026.
A relevância dos novos formatos na cultura pesada
A iniciativa de manter um podcast ativo demonstra uma maturidade na comunicação dos grandes festivais brasileiros. Em um mercado saturado de informações rápidas, oferecer um conteúdo denso, com duração estendida e foco na história dos personagens, cria uma retenção de público que vai além da venda de ingressos. O Bangers Open Air entende que o fã de Metal consome informação de forma dedicada.
Bruno Sutter, com seu timing preciso e conhecimento profundo da causa, consegue extrair declarações que dificilmente apareceriam em entrevistas rápidas de camarote. O formato permite que o público entenda a logística, o suor e a paixão envolvidos na montagem de uma estrutura desse porte. É o tipo de conteúdo que alimenta a comunidade durante todo o ano, não apenas nos dias de evento.
Além disso, a escolha do Dharma Studios como sede das gravações eleva o padrão de qualidade técnica, garantindo que o áudio e o vídeo entregues estejam à altura da magnitude das bandas escaladas. Para quem não vê a hora de pisar no asfalto do Memorial em abril, os episódios servem como o guia definitivo para entender o que está por vir na maior celebração do Metal em São Paulo.




