BaianaSystem apresenta o “Baile Pirataria – versão Améfrica” no Memorial da América Latina em janeiro

Projeto integra a programação da Arena Carnaval SP e reúne convidados como Emicida, Lazzo Matumbi e Luedji Luna em São Paulo
BaianaSystem apresenta o “Baile Pirataria – versão Améfrica” no Memorial da América Latina em janeiro

O BaianaSystem confirmou para o dia 24 de janeiro a realização do “Baile Pirataria – versão Améfrica” no Memorial da América Latina, em São Paulo. A apresentação faz parte da programação oficial da Arena Carnaval SP e marca a primeira vez que o projeto ocupa o espaço, conhecido por sediar eventos culturais de grande porte na cidade. A proposta vai além de um show convencional e aposta em um formato de baile estendido, com encontros musicais, participações especiais e forte carga simbólica.

O Baile Pirataria surge como uma extensão da trajetória do BaianaSystem, grupo que construiu sua identidade a partir do diálogo entre música, política cultural e ocupação do espaço urbano. A “versão Améfrica” do projeto reforça esse posicionamento ao destacar conexões entre culturas negras e latino-americanas, propondo uma leitura do continente que escapa dos recortes eurocêntricos tradicionais. Em São Paulo, essa ideia ganha força ao reunir artistas e coletivos com trajetórias alinhadas a esse debate.

Baile Pirataria aposta em encontros e circulação de repertórios

No centro do evento está a proposta de circulação entre ritmos, discursos e experiências. O BaianaSystem chega ao Memorial com seu sistema de som carnavalesco, incorporando elementos de salsa, cumbia, samba e ijexá sem abrir mão da energia que marca suas apresentações. O baile funciona como uma espécie de laboratório ao vivo, em que o repertório da banda se expande a partir do contato com outros artistas e com o próprio público.

A apresentação também atua como uma prévia do encontro anual do grupo com os foliões paulistanos durante o Carnaval de rua. Tradicionalmente, o BaianaSystem arrasta multidões com o Navio Pirata no sábado pós-Carnaval, e o baile do dia 24 antecipa esse clima, concentrando a experiência em um espaço fixo, mas mantendo a lógica coletiva e participativa que define o projeto.

Mais do que um espetáculo musical, o Baile Pirataria se apresenta como um evento de convivência. A programação começa cedo e se estende ao longo do dia, permitindo que o público circule pelo espaço, acompanhe diferentes apresentações e vivencie o encontro como um ritual de pré-Carnaval, em diálogo direto com a paisagem cultural da cidade.

O “Baile Pirataria – versão Améfrica” aprofunda as conexões negras e latino-americanas, misturando salsa, cumbia, samba e ijexá à sua base sonora potente — Foto: Divulgação

Convidados e coletivos ampliam a leitura afrolatina do evento

Para esta edição, o BaianaSystem recebe Emicida, Lazzo Matumbi e Luedji Luna. As participações reforçam a dimensão coletiva do baile e dialogam com temas recorrentes no trabalho da banda, como ancestralidade, identidade e pertencimento. A presença desses artistas não se limita a aparições pontuais, mas integra a construção do evento como um todo.

Além dos convidados individuais, dois grupos paulistanos terão destaque com shows completos. O Ilú Obá De Min, coletivo formado por mulheres que abre tradicionalmente o Carnaval de rua de São Paulo, leva ao palco sua força percussiva e simbólica. Já a Cornucópia Desvairada acrescenta camadas de sopros e batuques que dialogam com a tradição dos cortejos urbanos.

Esses encontros ajudam a consolidar o Baile Pirataria como um espaço de cruzamento entre diferentes linguagens musicais. A proposta não é uniformizar estilos, mas permitir que eles coexistam, criando uma experiência sonora que reflete a diversidade cultural presente na própria cidade de São Paulo.

Arena Carnaval SP se consolida como plataforma do pré-carnaval

A inclusão do Baile Pirataria na programação da Arena Carnaval SP reforça o papel do evento como uma das principais plataformas de pré-carnaval da capital paulista. Desde sua primeira edição, a Arena aposta em uma combinação de grandes atrações, ambientes temáticos, estrutura de segurança e experiências de marca, atraindo públicos diversos.

Segundo a organização, o projeto se tornou um espaço estratégico para artistas apresentarem novidades ligadas ao período carnavalesco. “O Arena Carnaval SP se tornou uma plataforma estratégica para que os artistas possam apresentar suas novidades para o Carnaval. Chegamos para somar, colaborando com o pré-carnaval da cidade, e criando um impacto positivo em toda a cadeia produtiva”, afirma Luiz Restiffe, da InHaus.

Ao longo de sua trajetória, o Arena Carnaval SP já recebeu mais de 300 mil pessoas e mobiliza milhares de profissionais direta e indiretamente, entre músicos, técnicos, produtores e trabalhadores da cultura. A edição de 2026 conta com patrocínio da Cerveja Petra, que estreia como cerveja oficial do Baile Pirataria, além da TNT, que participa com bar proprietário, e apoio do Beefeater Gin e do Memorial da América Latina. O evento é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.


Serviço

Baile Pirataria – versão Améfrica
Data: 24 de janeiro (sábado)
Horário: a partir das 13h
Local: Memorial da América Latina
Endereço: Rua Tagipuru, 500 – Barra Funda – São Paulo
Ingressos: https://shotgun.live/pt-br/festivals/baile-pirataria-2026

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