O show único do KORN no Brasil ganhou mais um nome de peso na programação. O BLACK PANTERA foi confirmado como uma das atrações de abertura da apresentação marcada para 16 de maio, no Allianz Parque, em São Paulo. A noite também contará com SPIRITBOX e SEVEN HOURS AFTER VIOLET antes da entrada da banda principal no palco. O evento marca a volta do grupo americano ao país depois de nove anos e vem sendo tratado como uma das apresentações mais aguardadas do calendário do rock em 2026. As informações de data, local e line-up foram divulgadas em canais ligados ao anúncio do evento.
A inclusão do BLACK PANTERA dá ao show um peso extra para o público brasileiro. O trio mineiro vem ocupando um espaço cada vez mais relevante dentro do metal nacional, tanto pela sonoridade agressiva quanto pelo conteúdo de suas letras. Em vez de surgir apenas como um nome de apoio na programação, a banda chega ao evento com trajetória consolidada, repertório forte e presença de palco suficiente para chamar atenção mesmo em uma noite dominada por nomes internacionais. Isso ajuda a transformar a apresentação em algo maior do que um simples retorno do KORN ao país.
BLACK PANTERA chega ao evento em momento de afirmação
O BLACK PANTERA construiu sua identidade misturando thrash, hardcore e groove metal, sempre com uma abordagem direta em relação a temas sociais e raciais. Essa característica fez com que o trio ganhasse respeito não só entre fãs do metal mais pesado, mas também entre ouvintes que enxergam na música um espaço de denúncia e posicionamento. Ao longo dos últimos anos, a banda ampliou sua circulação, apareceu com mais frequência em festivais e passou a ser citada como um dos nomes mais consistentes do gênero no Brasil.
Por isso, sua presença na abertura do KORN não soa como mero preenchimento de grade. Na prática, ela reforça uma conexão entre diferentes cenas do metal: de um lado, um nome histórico do nu metal mundial; do outro, uma banda brasileira contemporânea que vem usando o peso como ferramenta de expressão política e cultural. Esse encontro tende a dar uma cara mais diversa à noite em São Paulo, sem depender apenas do fator nostalgia.
Também existe um efeito simbólico importante nessa escalação. Em shows internacionais de grande porte, nem sempre artistas brasileiros conseguem ocupar posições de destaque. Quando isso acontece, o resultado costuma ser positivo tanto para o público quanto para a circulação da própria cena local, que passa a aparecer diante de uma plateia maior e mais heterogênea.

Noite terá três aberturas antes do retorno do KORN
Além do BLACK PANTERA, o evento contará com SPIRITBOX, do Canadá, e SEVEN HOURS AFTER VIOLET, dos Estados Unidos, como atrações de abertura. O desenho do line-up indica uma tentativa de oferecer uma noite extensa e com perfis sonoros diferentes, mas ainda ligados ao universo do metal contemporâneo e de suas variações. O resultado é um pacote pensado para atrair tanto fãs antigos do KORN quanto ouvintes que acompanham bandas mais novas da cena pesada.
No centro de tudo está o retorno do KORN ao Brasil. A banda não toca no país há nove anos, o que ajuda a explicar a mobilização em torno do show. Ao longo desse período, o grupo seguiu como uma referência para diferentes gerações de bandas pesadas e preservou uma base fiel de fãs na América Latina. A apresentação em São Paulo, portanto, não funciona apenas como mais uma parada de turnê, mas como reencontro com um público que há bastante tempo aguardava uma nova visita.
Os ingressos seguem disponíveis pela Eventim e por canais oficiais ligados ao evento, embora a comunicação em torno do show já indique alta procura. Esse cenário reforça o tamanho da expectativa e sugere casa cheia no Allianz Parque.
Passagem pelo Brasil faz parte de giro latino-americano
Antes de chegar a São Paulo, o KORN cumpre uma agenda pela América Latina com datas em Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e Assunção. Depois do Brasil, o grupo ainda passa pela Cidade do México, fechando uma sequência que mostra como a região continua estratégica para bandas de grande porte dentro do rock e do metal. Essa rota também ajuda a dimensionar o show brasileiro como parte de uma movimentação maior, e não como uma data isolada.
Dentro desse contexto, a escolha do BLACK PANTERA faz ainda mais sentido. Em vez de apostar apenas em nomes estrangeiros nas aberturas, o evento reserva espaço para uma banda brasileira que já chega pronta para enfrentar plateias grandes. Para o público, isso significa uma noite mais variada. Para a cena nacional, significa visibilidade em um palco de enorme alcance.
Com KORN, SPIRITBOX, SEVEN HOURS AFTER VIOLET e BLACK PANTERA no mesmo evento, o show de 16 de maio se desenha como uma das principais datas do rock pesado em São Paulo neste ano. E, no caso do trio mineiro, também como mais um passo importante em uma trajetória que já deixou de ser promessa faz tempo.









