BATERISTA BRASILEIRO VENCE DESAFIO DO METALLICA COM VERSÃO INUSITADA DE “ATTITUDE”

Marcelo Seghese, de Piracicaba (SP), conquistou concurso internacional promovido pelo Metallica ao recriar uma faixa de "Reload" com instrumentos nada convencionais
Baterista brasileiro vence desafio mundial promovido pelo Metallica

O baterista brasileiro Marcelo Seghese colocou seu nome em evidência entre fãs de rock e música experimental ao vencer um concurso promovido pelo Metallica durante as celebrações do relançamento do álbum Reload, lançado originalmente em 1997. Natural de Piracicaba, no interior de São Paulo, o músico chamou atenção ao apresentar uma releitura completamente fora do convencional da faixa “Attitude”, incorporando elementos pouco usuais como uma tábua de lavar roupa e até uma galinha de borracha.

A iniciativa, promovida pela banda norte-americana, convidou fãs de diferentes países a reinterpretarem músicas do disco em novos formatos e estilos. A proposta era estimular a criatividade e celebrar a influência duradoura de um dos trabalhos mais debatidos da discografia do grupo. Entre centenas de participantes, a performance de Seghese acabou se destacando justamente por romper com qualquer expectativa tradicional ligada ao universo do heavy metal.

Com mais de 28 anos de trajetória musical, formação acadêmica na área e ampla experiência como baterista, Marcelo participou da categoria não tradicional, destinada a versões criativas e experimentais. O reconhecimento veio não apenas com a vitória oficial, mas também com a divulgação de seu trabalho nas redes sociais do próprio Metallica, ampliando significativamente a visibilidade do músico brasileiro.

criatividade acima do peso

O concurso promovido pelo Metallica surgiu como uma das ações especiais ligadas ao relançamento comemorativo de Reload, álbum que completou quase três décadas desde seu lançamento original. A proposta era simples: convidar músicos e fãs ao redor do mundo para criarem novas interpretações das músicas presentes no disco, explorando diferentes estilos, instrumentos e abordagens artísticas.

Foi justamente nesse ambiente de liberdade criativa que Marcelo Seghese encontrou espaço para desenvolver sua proposta. Em vez de reproduzir a estrutura tradicional de “Attitude”, o baterista optou por desconstruir completamente a faixa, incorporando elementos de percussão alternativos e mudanças rítmicas inesperadas.

O resultado foi uma versão que mistura rock, ritmos latinos e performance cênica, transformando a composição original em algo praticamente irreconhecível — e exatamente por isso memorável. A utilização da tábua de lavar como instrumento de percussão e a inclusão de objetos inusitados, como uma galinha de borracha, ajudaram a criar uma identidade própria para a releitura.

Ao comentar sua criação, Marcelo explicou que a intenção era justamente fugir da expectativa mais óbvia.

“Tem um momento em que vira salsa, não tem nada a ver com a original”, contou Marcelo ao portal G1.

A abordagem irreverente acabou se tornando um dos principais diferenciais da apresentação e demonstrou como a música pode ser reinterpretada de formas praticamente ilimitadas.

A criatividade de Marcelo Seghese levou uma versão improvável de “Attitude” ao reconhecimento do Metallica. (Foto: Reprodução/Instagram)

uma carreira dedicada

Embora a vitória tenha projetado o nome de Marcelo Seghese para um público internacional, sua trajetória na música começou muito antes do concurso promovido pelo Metallica. O baterista acumula mais de 28 anos de experiência profissional, período no qual desenvolveu trabalhos em diferentes estilos musicais e aprofundou seus estudos técnicos.

Ao longo de sua carreira, Seghese construiu uma reputação ligada tanto à performance instrumental quanto à experimentação sonora. Essa combinação de técnica e criatividade foi determinante para o resultado obtido no desafio internacional.

A categoria escolhida pelo músico — chamada de “não tradicional” — permitia justamente que os participantes explorassem caminhos menos convencionais, sem a obrigação de manter fidelidade estética à gravação original. Nesse cenário, a experiência acumulada ao longo de décadas de atuação musical acabou se tornando uma vantagem importante.

O próprio conceito do concurso reforçou uma característica cada vez mais valorizada no ambiente digital contemporâneo: a capacidade de criar conteúdo artístico autêntico e surpreendente. Em plataformas sociais e competições online, a originalidade frequentemente pesa tanto quanto a execução técnica.

A conquista de Marcelo também reforça a presença crescente de músicos brasileiros em iniciativas internacionais ligadas ao rock e ao heavy metal, segmentos nos quais o país tradicionalmente possui uma comunidade de fãs e artistas bastante ativa.

reconhecimento do Metallica

Além da vitória oficial no concurso, Marcelo Seghese recebeu uma das formas de reconhecimento mais relevantes para qualquer fã da banda: a divulgação de seu trabalho pelo próprio Metallica nas redes sociais oficiais.

O vídeo vencedor foi compartilhado como publicação colaborativa no perfil oficial do grupo no Instagram, ampliando significativamente seu alcance internacional. Para músicos independentes, especialmente aqueles que trabalham de forma autoral ou experimental, esse tipo de exposição representa uma oportunidade rara de apresentar seu trabalho para milhões de pessoas ao redor do mundo.

A iniciativa também evidencia como o Metallica continua investindo em formas de aproximação com sua base de fãs. Ao longo das últimas décadas, a banda se tornou referência não apenas por sua importância musical, mas também pela capacidade de criar experiências interativas envolvendo sua comunidade global.

O relançamento de Reload acabou servindo, portanto, não apenas como uma celebração nostálgica de um álbum importante da carreira do grupo, mas também como uma plataforma para revelar novos talentos e incentivar abordagens criativas da música.

Para Marcelo Seghese, a vitória representa mais do que um prêmio: trata-se do reconhecimento internacional de uma trajetória construída ao longo de décadas, marcada pela dedicação, pela experimentação e pela disposição de transformar objetos cotidianos em instrumentos capazes de dialogar com um dos maiores nomes da história do rock.

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