GEDDY LEE REVELA A MÚSICA MAIS DIFÍCIL DE TOCAR NO RUSH

Baixista comentou os desafios técnicos do repertório enquanto a banda prepara sua aguardada volta aos palcos
Geddy Lee revela música mais difícil de tocar no Rush

O retorno do Rush aos palcos tem movimentado fãs de rock progressivo ao redor do mundo, especialmente após a confirmação da turnê “Fifty Something”, que marca a primeira série extensa de apresentações do grupo desde 2015. Em meio aos ensaios e preparativos para a nova fase da banda, o baixista e vocalista Geddy Lee abriu o jogo sobre um dos temas mais debatidos entre admiradores do trio canadense: afinal, qual é a música mais difícil de tocar no catálogo do Rush?

A declaração surgiu durante uma entrevista ao youtuber e produtor musical Rick Beato. Conhecido por abordar detalhes técnicos da música em seu canal, Beato conduziu uma conversa focada nos bastidores dos ensaios da banda, nos desafios da nova turnê e na complexidade das composições que fizeram do Rush uma das formações mais respeitadas da história do rock progressivo.

Durante o bate-papo, Geddy Lee explicou que algumas músicas exigem precisão quase mecânica, enquanto outras se tornam particularmente difíceis pela necessidade de cantar e tocar linhas completamente independentes ao mesmo tempo. O músico ainda relembrou comentários do saudoso baterista Neil Peart sobre o repertório do grupo e revelou qual faixa realmente representa seu maior desafio técnico atualmente.

“YYZ” continua sendo um desafio técnico para o Rush

Ao comentar sobre as músicas mais complicadas do repertório, Geddy Lee afirmou que “YYZ” certamente entra na lista das composições mais exigentes do Rush em termos de consistência e execução. A instrumental, lançada originalmente no álbum Moving Pictures em 1981, se tornou uma das marcas registradas da banda justamente pela combinação de precisão, velocidade e mudanças rítmicas.

Segundo Lee:

“Em termos de consistência, você poderia dizer ‘YYZ’, mas eu a toco há tantos anos que ela está gravada na minha mente. Ela não desaparece, mas a fluidez depende de quanto tempo você dedica a ela. Então, não é uma questão de memorização. Eu nunca esqueci essa música, mas é… é difícil.”

A fala ajuda a ilustrar como o repertório do Rush permanece desafiador mesmo para músicos que executam essas canções há décadas. “YYZ”, em especial, ganhou fama entre baixistas e bateristas por exigir coordenação extrema e uma execução praticamente impecável durante toda a faixa.

Além da complexidade instrumental, a música se tornou um símbolo da fase mais técnica da banda canadense. O tema inspirado no código aeroportuário de Toronto é frequentemente citado em listas de composições mais difíceis do rock progressivo e segue como referência para músicos ao redor do mundo.

Mesmo assim, Geddy Lee deixou claro que, apesar da dificuldade técnica, a experiência acumulada ao longo dos anos acabou transformando “YYZ” em algo relativamente natural para ele. O grande problema, segundo o músico, está em canções que exigem dividir totalmente a atenção entre voz e instrumento.

Geddy Lee revisita clássicos do Rush durante os preparativos para a turnê “Fifty Something”. (Foto: Reprodução)

“The Anarchist” foi apontada como a música mais complicada

Apesar da fama de “YYZ”, Geddy Lee revelou que considera “The Anarchist” a faixa mais difícil de executar no catálogo do Rush. A música faz parte do álbum Clockwork Angels, lançado em 2012, último disco de estúdio da banda até hoje.

Ao explicar sua escolha, o músico destacou que o maior obstáculo não está apenas na técnica do baixo, mas na necessidade de sincronizar linhas instrumentais complexas com melodias vocais completamente diferentes.

Segundo Lee:

“Há complexidade na performance de [‘Tom Sawyer’] devido ao fato de que raramente sou apenas o baixista. Então, uma música como ‘The Anarchist’, por exemplo, tocar o refrão e cantá-lo é uma das coisas mais difíceis que faço porque são dois mundos diferentes. E de alguma forma você tem que fazer isso funcionar.”

A declaração mostra como o papel de Geddy Lee dentro do Rush sempre foi particularmente exigente. Diferentemente de muitos vocalistas que executam linhas mais simples no instrumento enquanto cantam, o músico canadense ficou conhecido justamente por tocar linhas extremamente elaboradas no baixo ao mesmo tempo em que conduz vocais complexos.

Lee também comentou que Neil Peart considerava “Tom Sawyer” uma das músicas mais difíceis do repertório da banda para a bateria. Ainda assim, o baixista explicou que a faixa não representa necessariamente o maior desafio para ele especificamente no instrumento.

Lançada em um momento mais maduro da carreira do Rush, “The Anarchist” acabou se tornando uma espécie de exemplo da sofisticação musical alcançada pelo trio nos últimos anos de atividade. A faixa mistura mudanças de dinâmica, estruturas pouco convencionais e diferentes camadas rítmicas ao longo de sua execução.

Rush prepara retorno aos palcos e confirma shows no Brasil

Além de falar sobre as músicas mais difíceis do repertório, Geddy Lee também comentou os preparativos para a turnê “Fifty Something”, que marca oficialmente a volta do Rush aos palcos após uma longa ausência. A nova série de apresentações começa em junho, em Los Angeles, e seguirá por diferentes cidades da América do Norte antes da chegada da banda à América do Sul.

O retorno chama atenção não apenas pelo reencontro do grupo com o público, mas também pelo processo de reconstrução do repertório. Segundo Geddy Lee, os ensaios têm sido praticamente um recomeço completo para a banda.

De acordo com o músico, o grupo está “começando do zero” enquanto revisita cerca de 38 músicas para montar os shows da nova turnê. Outro ponto importante envolve a adaptação da baterista Anika Nilles, que vem participando dos ensaios e aprendendo as particularidades do repertório originalmente criado por Neil Peart.

A passagem do Rush pelo Brasil já está confirmada para janeiro e fevereiro de 2027. A banda tocará em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, em uma das turnês internacionais mais aguardadas pelos fãs brasileiros de rock progressivo nos últimos anos.

O anúncio rapidamente movimentou as redes sociais e reacendeu discussões sobre o legado do trio canadense. Mesmo após décadas de carreira, o Rush continua sendo apontado como uma das bandas mais influentes da música progressiva, especialmente pela combinação de técnica instrumental, composições elaboradas e apresentações ao vivo extremamente precisas.

Para muitos fãs, as recentes declarações de Geddy Lee acabam reforçando justamente esse legado: mesmo após tantos anos de estrada, o repertório do Rush continua desafiador até para os próprios integrantes da banda.

Aproveite para relembrar “The Anarchist” logo abaixo!

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