A segunda expansão de Diablo 4, intitulada “Lord of Hatred”, foi lançada às 20h desta segunda-feira (27) no Brasil e representa um ponto decisivo na evolução do RPG de ação da Blizzard. O conteúdo adicional chega com mudanças profundas em sistemas fundamentais do jogo, ao mesmo tempo em que entrega um desfecho narrativo de grande escala, conectando eventos do jogo base e das expansões anteriores em uma única linha coesa.
Ao mesmo tempo em que simplifica elementos essenciais da jogabilidade para novos jogadores, o DLC também amplia o leque de possibilidades para veteranos, criando uma experiência que busca equilibrar acessibilidade e profundidade. O resultado é uma expansão que reposiciona Diablo 4 como uma versão mais completa, ainda que não livre de críticas pontuais.
narrativa conclui arco com confronto contra mefisto
O principal destaque de “Lord of Hatred” está na forma como a campanha organiza e conclui a narrativa iniciada no jogo base. O enredo conduz o jogador ao confronto direto com Mefisto, um dos três grandes vilões da franquia, em um embate que carrega o peso de toda a construção anterior.
A expansão apresenta despedidas de personagens importantes, o retorno de figuras conhecidas e o fechamento do conflito central entre o Senhor do Ódio e sua filha, Lilith. O resultado é uma conclusão que busca equilíbrio entre impacto emocional e coerência dentro do universo da série.
Grande parte da campanha se concentra na nova região de Skovos, um arquipélago com forte inspiração mediterrânea, que traz uma estética mais iluminada em contraste com o tom tradicionalmente sombrio da franquia. Apesar da variedade visual, a escolha limita a presença de localidades clássicas que marcaram o início da jornada, algo que pode ser sentido por jogadores mais atentos à construção do mundo.
Ainda assim, o modo história se sustenta como um dos pontos mais sólidos da expansão, oferecendo uma experiência completa mesmo para aqueles que não se aprofundam nas atividades de fim de jogo.

endgame reorganiza progressão e melhora recompensas
Para muitos jogadores, o verdadeiro ciclo de Diablo 4 começa após os créditos. Nesse sentido, “Lord of Hatred” traz mudanças estruturais importantes, principalmente na forma como organiza as atividades disponíveis.
O sistema de planos de guerra surge como uma das principais novidades, reunindo conteúdos como masmorras de pesadelo, marés infernais e a árvore dos sussurros em um modelo de progressão mais claro. A organização facilita o entendimento das atividades e distribui recompensas com maior frequência, criando uma sensação constante de avanço.
Outro elemento que retorna é o Cubo Horádrico, ferramenta clássica da franquia. Apesar do apelo nostálgico, o sistema apresenta limitações, principalmente pela alta dependência de aleatoriedade na melhoria de itens. Isso exige dedicação prolongada e pode afastar jogadores que buscam progressão mais previsível.
Mesmo com esse ponto de atenção, o conjunto de mudanças no endgame amplia a variedade de estratégias e fortalece o ciclo de jogabilidade contínua, essencial para a longevidade do título.
nova árvore de habilidades facilita entrada, mas cria limitações
A reformulação da árvore de habilidades é uma das mudanças mais significativas da expansão. O novo sistema elimina completamente as habilidades passivas, concentrando todas as escolhas em ações diretamente ligadas a golpes e efeitos específicos.
Essa abordagem torna o sistema mais intuitivo, permitindo que novos jogadores compreendam com mais facilidade o impacto de cada decisão. A simplificação também reduz a necessidade de experimentação complexa para construir combinações eficientes.
Por outro lado, o modelo introduz limitações baseadas no nível do personagem. Certas variações só ficam disponíveis após marcos específicos de progressão, o que pode gerar momentos de travamento na evolução. Em alguns casos, o jogador precisa investir pontos em habilidades básicas por falta de alternativas naquele estágio inicial.
Apesar disso, o sistema incentiva a experimentação ao longo do tempo, permitindo que combinações mais sofisticadas surjam em níveis mais avançados.
Além disso, a expansão introduz duas novas classes que ampliam as possibilidades de gameplay. O paladino, já disponível desde 2025 para quem adquiriu o conteúdo antecipadamente, combina resistência elevada com mobilidade eficiente, utilizando poderes divinos no combate. Já o bruxo estreia na franquia com habilidades focadas na invocação de criaturas infernais, oferecendo uma abordagem distinta dentro do jogo.
No conjunto, “Lord of Hatred” se consolida como a versão mais completa de Diablo 4 até o momento. Ao reunir melhorias sistêmicas, novas classes e um desfecho narrativo robusto, a expansão estabelece um ponto de conclusão que, ao mesmo tempo, abre espaço para o futuro da franquia.



