SEPULTURA PREPARA EP FINAL E PROMETE TESTAR NOVAS FAIXAS AO VIVO

Banda aposta na energia do palco para validar “The Cloud of Unknowing”, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira
SEPULTURA prepara EP final e aposta em shows ao vivo

O Sepultura entra em contagem regressiva para o lançamento de seu EP de despedida, “The Cloud of Unknowing”, previsto para chegar às plataformas digitais nesta sexta-feira, 24 de abril. O trabalho reúne quatro faixas inéditas e marca um momento simbólico na trajetória da banda, sendo também o primeiro registro com o baterista Greyson Nekrutman.

O lançamento encerra um ciclo importante na história do grupo, que ao longo de décadas consolidou seu nome como uma das maiores forças do metal mundial. Em meio a essa fase final, a proposta não é apenas lançar novas músicas, mas levá-las diretamente ao teste mais decisivo: o palco.

Durante uma coletiva de imprensa online realizada na última quarta-feira (22), o guitarrista Andreas Kisser comentou sobre o processo criativo, a recepção inicial das faixas e o papel do público na validação desse novo material. “Só de existir já é um legado”, resumiu, destacando o peso histórico da banda.

ep de despedida traz novidade e espontaneidade no processo criativo

Diferente de outros lançamentos planejados com antecedência, “The Cloud of Unknowing” surge como um projeto marcado pela espontaneidade. Segundo Andreas Kisser, as composições não seguiram um roteiro rígido, o que contribuiu para um resultado mais orgânico e imprevisível.

“O fã do Sepultura não sabe o que esperar. Nem a gente. Porque não foi nada planejado, foi aquela coisa de sentir o momento”, afirmou o guitarrista, reforçando a ideia de que o EP nasceu mais da intuição do que de estratégias pré-definidas.

Essa abordagem também se reflete na sonoridade das faixas, que exploram novas nuances sem abandonar a identidade construída ao longo dos anos. A entrada de Greyson Nekrutman na bateria adiciona uma camada extra de renovação, trazendo energia jovem para um grupo já consolidado.

Antes mesmo do lançamento oficial, as quatro músicas foram apresentadas na íntegra durante o programa “Pegadas de Andreas Kisser”, exibido na 89 A Rádio Rock. A reação inicial do público presente no estúdio foi positiva, o que serviu como um primeiro termômetro para o impacto do material.

A banda brasileira mostra, ao vivo, a força que transforma cada música em experiência coletiva — e antecipa o impacto do novo EP direto na reação do público. (Foto: Gustavo Diakov / @xchicanox)

palco como teste definitivo para as novas músicas

Para Andreas Kisser, o verdadeiro teste das novas composições não acontece nas plataformas digitais ou nas redes sociais, mas sim diante do público ao vivo. A banda pretende incluir todas as faixas do EP no repertório dos próximos shows, reforçando a importância da experiência presencial.

“Pra mim, o legal é tocar no palco essas músicas novas, ao vivo. Essa resposta é muito mais intensa do que pela internet ou um comentário, por exemplo”, explicou o músico, destacando a diferença entre a recepção virtual e a vivência em shows.

A estratégia evidencia uma filosofia que sempre acompanhou o Sepultura: a música ganha vida plena no contato direto com o público. Nesse contexto, o EP funciona quase como um ponto de partida para novas experiências ao vivo, e não como um produto final isolado.

A decisão de levar imediatamente as novas faixas para os shows também indica confiança no material produzido. Ao expor as músicas em um ambiente de alta energia, a banda busca capturar reações genuínas e ajustar a performance conforme a resposta dos fãs.

recepção internacional e próximos passos da banda

Um dos exemplos citados por Andreas Kisser sobre a recepção do novo material veio da Austrália, onde a faixa “The Place” já foi apresentada ao público. Segundo ele, a resposta foi bastante positiva, especialmente pela forma como os fãs se conectaram com a dinâmica da música.

“Ela foi muito bem-aceita lá na Austália, no sentindo de a galera ter ouvido pra perceber as nuances e também pra entrar numas rodas no final da música. De ter aquela porrada e tá dentro daquele pulso”, comentou o guitarrista.

A reação observada reforça a expectativa de que o EP funcione bem em contextos ao vivo, especialmente em shows com grande interação do público. A presença de momentos mais intensos e cadenciados nas músicas favorece essa conexão direta, típica das apresentações da banda.

Além disso, Andreas descreveu o novo material como um “sangue novo”, indicando que, apesar de ser um trabalho de despedida, ele carrega elementos de renovação. Essa dualidade entre encerramento e reinvenção parece definir o espírito do EP.

O guitarrista também revelou que as faixas devem integrar um futuro lançamento ao vivo, sugerindo que o Sepultura ainda pretende registrar esse momento final de sua trajetória em um formato que capture a energia dos shows. “A ideia é que elas façam parte do disco ao vivo também”, afirmou.

Com isso, “The Cloud of Unknowing” se posiciona não apenas como um encerramento, mas como uma transição para o último capítulo da banda nos palcos, onde sua essência sempre foi mais evidente.

Leia Também:

Deixe um comentário